
O Supremo Tribunal Federal (STF) não tomou uma decisão nesta terça-feira (15) sobre a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes em relação à sua suposta ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento foi interrompido e o ministro Flávio Dino, que pediu vista do caso, terá um prazo de 90 dias para restituí-lo ao plenário.
O impasse entre os ministros surgiu devido a divergências sobre o rito de julgamento. O presidente da Corte, Edson Fachin, havia pautado inicialmente apenas o caso de Moraes, enquanto a análise das suspeitas contra o ministro André Mendonça está marcada para o dia 23 de setembro.
Durante a sessão, defensores de Moraes argumentaram que a análise da relação com Vorcaro deveria ser feita juntamente com as suspeitas contra Mendonça, que anteriormente foi relator do caso e solicitado ao plenário para investigar as acusações. O ministro Gilmar Mendes questionou a ordem do julgamento, propondo que ambos os casos fossem avaliados em conjunto.
A questão levantada por Mendes chegou a ser colocada em votação, mas não foi concluída, uma vez que Dino pediu vista após um debate acalorado entre Mendes e Mendonça. O placar parcial estava em 4 votos a 3 a favor da investigação de Moraes.
André Mendonça é acusado por Moraes de conduzir de maneira tendenciosa as investigações. Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que Mendonça teria agido ilegalmente ao aprofundar a apuração sobre o caso Master, que envolve conversas entre Moraes e Vorcaro, sem a autorização do pleno do STF.
A investigação surgiu no dia 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e enviou as mensagens para Fachin. As informações indicam que Vorcaro enviou cerca de 50 mensagens a um número associado a Moraes antes de sua prisão, ocorrida em 17 de novembro do ano passado.



