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BC reduz Selic para 13,75% ao ano em meio a desafios econômicos

Banco Central reduz a Selic para 13,75% ao ano em meio a tensões geopolíticas e desafios econômicos como o fenômeno El Niño e inflação crescente

O Banco Central (BC) anunciou na quarta-feira, 4 de outubro, um novo corte na taxa Selic, que agora é de 13,75% ao ano, após uma redução de 0,25 ponto percentual. Este é o quinto corte consecutivo na taxa, em um cenário de quedas na inflação e expectativas de crescimento moderado da economia.

A decisão foi tomada por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e já era esperada pelo mercado financeiro. No entanto, o BC alertou sobre a incerteza global, com a escalada dos conflitos no Oriente Médio e o fenômeno climático El Niño, que podem impactar a volatilidade dos preços.

Desde junho de 2025, a Selic estava em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. O novo corte é visto como uma resposta ao cenário de queda da inflação, que foi negativa em 0,32% em agosto, o índice mais baixo em quatro anos, ajudado por um bônus de Itaipu nas contas de luz. A inflação acumulada nos últimos 12 meses caiu para 4,22%, em comparação aos 4,44% registrados em julho.

Apesar dos sinais de queda da inflação, a expectativa de aumento dos preços de alimentos devido ao El Niño representa um desafio. O novo regime de metas, implementado em janeiro de 2025, estabelece uma meta de inflação de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não indicou os substitutos para os diretores do BC cujos mandatos expiraram no fim de 2025, o que deixou o Copom incompleto na última reunião.

A redução da Selic tende a estimular a economia ao baratear o crédito, o que pode incentivar a produção e o consumo. No entanto, a autorizar um novo corte, o BC demonstrou confiança no controle da inflação, um requisito fundamental para ajustes na taxa de juros.

O último Relatório de Política Monetária do Banco Central, divulgado no final de junho, havia aumentado a projeção de crescimento do PIB para 2% em 2026. Entretanto, o mercado acredita em um crescimento mais modesto de 1,89%, segundo o boletim Focus.

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