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RJ cria plano para 5 mil novas vagas no sistema penitenciário até 2028

Plano prevê criação de novas vagas no sistema penitenciário do RJ visando enfrentar a superlotação e melhorar a segurança pública até 2028

A área de Justiça e segurança pública do Rio de Janeiro firmou um acordo que visa a criação de 5.180 novas vagas no sistema penitenciário estadual em um período de três anos, entre 2026 e 2028. O plano inclui a adição de 2.180 vagas em 2026, seguidas por 1.500 vagas em 2027 e outras 1.500 em 2028, por meio de módulos em unidades já existentes.

O financiamento para a implementação desse pacto será composto por R$ 33 milhões do Fundo do Tribunal de Justiça, R$ 79 milhões do Fundo do Ministério da Justiça, através da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), além de R$ 70 milhões do governo do estado no primeiro ano e R$ 260 milhões nos dois anos subsequentes.

O acordo, que terá validade de 11 anos, prevê a elaboração de estudos até dezembro de 2027 e um plano de longo prazo a ser desenvolvido entre 2029 e 2036, incluindo mecanismos rigorosos de transparência e monitoramento das ações.

Segundo o promotor de Justiça Murilo Bustamante, é imprescindível relacionar a segurança pública à funcionalidade do sistema penitenciário. “A superlotação é causa da degradação do ambiente prisional, favorece atividades e facções criminosas, viola direitos fundamentais e compromete a segurança pública”, afirmou.

Bustamante destacou que a redução do déficit de vagas é uma “providência essencial” para a efetiva promoção da responsabilidade penal. Por sua vez, o governador em exercício, Ricardo Couto, ressaltou que a assinatura do acordo representa um dever constitucional para garantir condições adequadas na execução penal. “Todos os polos da sociedade participaram de um debate pleno para chegarmos a esse plano”, comentou.

Atualmente, o estado do Rio de Janeiro abriga cerca de 46,3 mil pessoas no sistema prisional, considerando tanto as celas físicas quanto as prisões domiciliares, com ou sem monitoramento eletrônico. O sistema enfrenta uma superlotação histórica e um grande déficit de vagas em relação ao número total de custodiados.

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