Economia

Déficit em contas externas do Brasil chega a US$ 5,1 bilhões em agosto

Déficit nas contas externas brasileiras atinge US$ 5,1 bilhões em agosto devido a aumento nas despesas com serviços e remessas ao exterior

O déficit em transações correntes do Brasil atingiu US$ 5,1 bilhões em agosto de 2023, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central. O valor representa um aumento em relação ao déficit de US$ 3,8 bilhões registrado no mesmo mês do ano passado.

Apesar da melhora na balança comercial, o déficit cresceu devido ao aumento dos gastos líquidos com serviços e das remessas de lucros e dividendos para o exterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit em transações correntes totalizou US$ 63 bilhões, equivalente a 2,47% do Produto Interno Bruto (PIB).

A balança comercial registrou um superávit de US$ 6,6 bilhões em agosto, superando os US$ 5,3 bilhões obtidos no mesmo período do ano anterior. As exportações de bens somaram US$ 33,3 bilhões, com um crescimento de 12,1% na comparação anual. Em contrapartida, as importações chegaram a US$ 26,7 bilhões, um aumento de 9,4%.

Na conta de serviços, o déficit foi de US$ 5,3 bilhões, representando uma alta de 28,2% em relação a agosto de 2022. As principais despesas líquidas incluem transporte (US$ 1,5 bilhão), telecomunicações, computação e informações (US$ 1,3 bilhão), aluguel de equipamentos (US$ 1,1 bilhão) e propriedade intelectual (US$ 1 bilhão). O déficit com viagens internacionais permaneceu em US$ 1 bilhão.

A conta de renda primária, que abrange lucros, dividendos e juros, registrou um déficit de US$ 7 bilhões em agosto, comparado aos US$ 5,4 bilhões do ano anterior. As despesas líquidas com lucros e dividendos totalizaram US$ 5,9 bilhões.

Os investimentos diretos no Brasil (IDP) apresentaram um ingresso líquido de US$ 7,4 bilhões em agosto. No acumulado dos últimos 12 meses, os investimentos alcançaram US$ 86,6 bilhões, o que corresponde a 3,39% do PIB. Entretanto, os investimentos em carteira registraram uma saída líquida de US$ 5,2 bilhões no mês, com retiradas de US$ 6,5 bilhões em ações e fundos, parcialmente compensadas por ingressos de US$ 1,3 bilhão em títulos nacionais.

As reservas internacionais do país totalizaram US$ 372,6 bilhões em agosto, com um aumento de US$ 2,9 bilhões em relação ao mês anterior. Este crescimento é atribuído principalmente à valorização de algumas moedas em relação ao dólar e aos rendimentos das aplicações das reservas.

Além disso, o Banco Central revisou as estatísticas do setor externo. Para 2025, o déficit em transações correntes foi ajustado de US$ 66,7 bilhões para US$ 67,4 bilhões. Já para 2026, o déficit acumulado em transações correntes de janeiro a julho foi revisto de US$ 36 bilhões para US$ 38,5 bilhões.

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