Economia

Dólar atinge R$ 5,22 e fecha em maior valor desde março

O dólar encerra o dia em R$ 5,22 devido a incertezas no cenário internacional, enquanto a bolsa brasileira registra o quarto dia consecutivo de queda

O dólar fechou em R$ 5,22 nesta segunda-feira (28), superando a barreira de R$ 5,20 e alcançando seu maior nível em quase seis meses. A alta da moeda estadunidense foi impulsionada por um dia de aversão ao risco no mercado internacional, associada ao aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A bolsa brasileira, por sua vez, recuou pela quarta vez consecutiva.

O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,83%, após atingir R$ 5,22 ainda pela manhã. Esse foi o maior fechamento desde 30 de março. No mesmo período, o índice que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas emergentes registrou uma leve alta de 0,05% às 17h04.

Globalmente, o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA subiu para 5,2319%, o que cria um ambiente menos favorável para ativos de maior risco e contribui para a fuga de capitais de países como o Brasil.

No Brasil, o Banco Central reportou um déficit de US$ 5,055 bilhões em transações correntes em agosto, enquanto o investimento direto no país foi de US$ 7,396 bilhões. Além disso, o boletim Focus, divulgação semanal de instituições financeiras, manteve a projeção mediana para o dólar a R$ 5,20 ao final deste ano.

A expectativa para a inflação em 2026 subiu de 4,92% para 4,99%, e a projeção para 2027 passou de 4,30% para 4,31%.

O Ibovespa fechou o dia em queda de 0,26%, aos 182.991,13 pontos, após oscilar entre 181.931,36 e 184.094,65 pontos. Com esse resultado, o índice acumula quatro pregões consecutivos de baixa, apesar de estar 3,14% acima no mês e 13,57% no ano. As bolsas americanas também apresentaram quedas, enquanto o S&P 500 encerrou em baixa de 0,77%.

No setor de petróleo, o preço do barril tipo Brent para dezembro subiu 0,40%, sendo negociado a US$ 97,83, enquanto o WTI avançou 0,21%, alcançando US$ 92,60. Embora tenha registrado ganhos mais significativos durante o dia, as incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã e as dificuldades de navegação pelo Estreito de Ormuz influenciaram a volatilidade dos preços.

A Arábia Saudita também reiniciou o bombeamento do oleoduto Leste-Oeste, com um fluxo estimado em cerca de 3,5 milhões de barris por dia, e as exportações foram retomadas no porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Apesar do aumento da oferta, as tensões no Oriente Médio mantêm o mercado petrolífero sob pressão.

Mostrar mais
Leia também

Artigos relacionados

Deixe um comentário

Botão Voltar ao topo
Don`t copy text!

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios