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Gilmar Mendes critica vazamentos seletivos em investigações do STF

Gilmar Mendes critica os vazamentos seletivos no STF, associando-os a objetivos eleitoreiros e defendendo a integridade das investigações conduzidas por Fachin

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou os “vazamentos seletivos” de investigações em andamento na Corte, durante a sessão desta quarta-feira (30). Mendes se manifestou ao homenagear o primeiro ano do mandato do presidente do STF, Edson Fachin.

Ele destacou que vazamentos como os relacionados ao caso Master possuem objetivos eleitorais. Mendes lembrou que Fachin foi relator dos processos da Operação Lava Jato e elogiou sua condução das investigações, afirmando que foi feita “com equilíbrio e sem concessões ao espetáculo”.

“Naquela quadra, ministro Fachin, não houve notícias de vazamentos seletivos em nossos gabinetes, apesar da sensibilidade dos documentos que estavam sob nossa responsabilidade, tampouco qualquer ato que pudesse indicar uso político-eleitoral das investigações”, salientou Mendes.

O ministro expressou confiança de que Fachin irá fortalecer a Corte “com rigor”. Ele lembrou que, apesar das divergências em seus votos sobre o processo penal, ambos compartilham a convicção de que o juiz não deve ser parte ou instrumento de qualquer causa.

Na sessão do dia 15 de setembro, Mendes já havia criticado o ministro André Mendonça, relator do caso Master, por divulgar de maneira seletiva trechos da investigação que mencionam o colega Alexandre de Moraes. Mendes apontou um “inequívoco viés político-eleitoral” na forma como a questão foi abordada por Mendonça.

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