Dólar fecha acima de R$ 5,22 em meio a tensões internacionais e alta do petróleo
Dólar se valoriza em meio a tensões internacionais e alta do petróleo, enquanto Ibovespa avança impulsionado por ações da Petrobras

O dólar comercial teve uma alta de 0,97% nesta quinta-feira (1º), encerrando o dia cotado a R$ 5,224. A moeda americana se valorizou no exterior em meio à aversão ao risco provocada pelas tensões no Oriente Médio e pela alta dos preços do petróleo.
O Ibovespa, por sua vez, registrou uma leve alta de 0,46%, fechando aos 187.197,46 pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras. No entanto, investidores mantiveram cautela devido ao cenário internacional e à proximidade do primeiro turno das eleições no Brasil.
Os principais números do dia mostraram que a cotação do petróleo tipo Brent subiu 4,37%, atingindo US$ 102,31, enquanto o WTI avançou 2,71%, fechando a US$ 92,87 por barril. O volume financeiro negociado na bolsa nesta quinta foi de R$ 26 bilhões.
A alta do dólar foi acompanhada pelo índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis moedas, e que subiu 0,58%, alcançando 102,040 pontos. O cenário internacional, marcado por incertezas econômicas devido ao conflito no Oriente Médio, influenciou a valorização do dólar.
As ações da Petrobras se mostraram resilientes, beneficiadas pela forte alta do petróleo, mesmo com a cautela dos investidores. O índice Ibovespa terminou setembro com uma alta acumulada de 5% e apresenta uma valorização de 16,2% até o momento deste ano.
No mercado norte-americano, o S&P 500 registrou uma leve alta de 0,19%. Os mercados acompanharam de perto os títulos do Tesouro dos Estados Unidos e as implicações da alta do petróleo nas expectativas de inflação e juros.
O aumento dos preços do petróleo está relacionado às tensões no Oriente Médio e à preocupação com a oferta de combustíveis. As recentes movimentações de forças militares dos Estados Unidos para a região, juntamente com incertezas sobre o conflito com o Irã, contribuíram para essa situação. Além disso, a União Europeia considera liberar estoques de diesel devido a receios sobre a oferta global, enquanto a China suspendeu as exportações de derivados de petróleo para locais fora de Hong Kong e Macau até nova orientação.
*Com informações da Reuters.



