
O mercado financeiro brasileiro viveu uma euforia nesta segunda-feira (5), impulsionado pela divulgação dos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais. Com a queda do dólar para menos de R$ 5 e um salto de quase 8% no Ibovespa, que superou os 200 mil pontos pela primeira vez, os investidores mostraram otimismo em relação ao futuro político do país.

No panorama internacional, os ativos brasileiros também registraram significativa valorização, refletindo uma percepção de diminuição do prêmio de risco associado ao Brasil.
Principais números
• Dólar: R$ 5,0022 (-4,12%);
• Mínima do dólar: R$ 4,95, por volta das 10h30;
• Ibovespa: 207.190,44 pontos (+7,85%);
• Máxima do Ibovespa: 209.605,70 pontos;
• Mínima do Ibovespa: 192.137,63 pontos;
• Petróleo Brent: US$ 100,32 (-1,89%);
• Petróleo WTI: US$ 89,43 (-1,84%).
Dólar à vista em baixa
O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,0022, apresentando uma queda de 4,12%, marcando sua menor cotação desde 21 de maio, quando fechou em R$ 5,0004. Na sexta-feira anterior (2), a moeda havia registrado um aumento de quase 1%, fechando a R$ 5,2175, em meio à cautela dos investidores antes das eleições.
Com a boa performance desta segunda-feira, o dólar acumula uma queda de 8,87% desde o início do ano. A resposta positiva do câmbio foi em grande parte influenciada pelo resultado que posicionou o senador Flávio Bolsonaro (PL) como o candidato à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A leitura inicial dos investidores apontou uma redução no prêmio de risco dos ativos brasileiros, beneficiando o real e provocando uma diminuição nas taxas de juros futuras.
Ibovespa bate recorde histórico
O Ibovespa não só se destacou nesta segunda-feira, como também estabeleceu novas máximas históricas. O índice principal da Bolsa brasileira fechou em 207.190,44 pontos, refletindo um impressionante aumento de 7,85%. Durante a sessão, o índice alcançou a marca intradia de 209.605,70 pontos, sua maior cotação já registrada, e teve uma mínima de 192.137,63 pontos.
O volume financeiro foi de R$ 97,58 bilhões antes dos ajustes finais, ampliando o movimento de alta que já havia começado na sexta-feira, quando o índice subiu 2,63%. O otimismo prevaleceu entre os investidores, muitos dos quais tinham antecipado uma reação positiva aos resultados eleitorais.
No exterior, o ETF EWZ, principal fundo de ações brasileiras negociado em Nova York, subiu 12,57% no fim da tarde, indicando uma forte demanda por ativos brasileiros.
Mercado de petróleo em queda
Contrariando a valorização dos ativos brasileiros, o petróleo fechou em baixa nesta segunda-feira.
O barril do tipo Brent, referência internacional, recuou 1,89%, cotado a US$ 100,32 para dezembro. Já o WTI, que é referência no mercado norte-americano, caiu 1,84%, fechando a US$ 89,43 por barril, com contrato para novembro.
No cenário internacional, as bolsas asiáticas tiveram uma semana promissora, impulsionadas pela expectativa reduzida de novos aumentos de juros nos Estados Unidos. Em Nova York, entretanto, os índices indicam variações em baixa na pré-abertura, ao passo que as principais bolsas europeias mostravam um comportamento misto.
* com informações da Reuters



