
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou o dia em Brasília reunido com sua equipe de campanha e, ao final da tarde, concedeu uma coletiva de imprensa destacando um ponto central de sua agenda: o fim da escala 6×1 no Senado.
Otimista, Lula destacou a chance de aprovação de uma lei que assegura ao trabalhador o direito a dois dias de folga por semana, permanecendo com cinco dias de trabalho sem redução salarial.
O Plenário do Senado se reuniu nesta quinta-feira (4) para a terceira sessão de discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa essa mudança. Para que a votação ocorra, ainda serão necessárias mais duas sessões de debate.
Críticas à proposta de cortes
Durante sua fala, Lula também criticou a proposta apresentada por seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), que sugere cortes nos investimentos do governo. Ele ressaltou os impactos negativos que essas medidas já tiveram, como o corte de 59% no programa Farmácia Popular e de 50% no programa Mais Médicos, entre outras áreas.
“Toda vez que um governo fala em corte, teto de gastos e ajuste fiscal, o que se vê é um ataque aos mais pobres. Não há qualquer proposta de aumento real para o salário mínimo ou para os aposentados partindo dos governos conservadores”, afirmou Lula.
Defendendo uma abordagem mais voltada para investimentos, o presidente afirmou que “a única maneira de reduzir a dívida é por meio de gastos que realmente beneficiem o país”, citando a importância de investimentos em infraestrutura, como ferrovias, hidrelétricas e rodovias. “É assim que vamos fazer a economia crescer”, concluiu.



