
Os candidatos à presidência do Brasil marcaram presença em distintos eventos de campanha nesta quarta-feira (21), em cidades como Belo Horizonte, Fortaleza e São Paulo, intensificando suas estratégias na reta final da disputa eleitoral.
>> Como foi o dia dos candidatos
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro, do PL, iniciou seu dia em um encontro em Guarulhos (SP), acompanhando o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Durante a caminhada de sua campanha, o candidato anunciou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que está disposto a autorizar a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, com a condição de que o rival Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estenda a mesma ação a seus próprios sigilos.
Ainda nesta quarta-feira, Flávio se dirigiu a Fortaleza (CE), onde participou de um ato público na Avenida do Contorno, demonstrando sua mobilização em busca de votos no Nordeste.
Lula
Em Belo Horizonte, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a oportunidade para defender a ampliação do programa Pé-de-Meia, voltado aos universitários, e propôs a implementação de tarifa zero para o transporte público nos fins de semana. No clima de disputas acirradas, Lula reafirmou sua disposição para abrir seus próprios sigilos, assim como o da sua família, condicionando a ação à colaboração de Flávio Bolsonaro.
“Eu pedi para o Flávio abrir o sigilo. Hoje, ele inventou um monte de mentiras e trucou o jogo. Amanhã, ele vai conhecer o que é um campeão de truco que aprendeu a jogar com o povo mineiro,” declarou o ex-presidente, referindo-se a um jogo de cartas popular no Brasil.
Após a declaração de Flávio sobre a ampliação do levantamento de sigilos, incluindo dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, a coordenação da campanha de Lula anunciou que o presidente concordava com as condições impostas. Está agendada para amanhã (22), às 11h, no TSE, a entrega formal do compromisso à Justiça.
Enquanto isso, em Brasília, o grupo Cristãos pela Democracia organizou um ato em apoio a Lula, unindo evangélicos, católicos e espíritas em um chamado à defesa da democracia. O pastor e deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ) destacou a origem do movimento, ressaltando que a iniciativa busca preservar os ensinamentos cristãos sem vínculos partidários. Outros apoiadores enfatizaram a visão de Lula para uma “vida em abundância”, que contempla direito à saúde, moradia, educação e dignidade humana.
* Colaborou Iara Balduino, de Brasília



