
No último dia 22, o prefeito de Barra do Corda, no Maranhão, Rigo Alberto Teles de Sousa, anunciou o afastamento do secretário municipal de Segurança Pública, Antonio James Mota da Silva, até o término das eleições. A decisão se deu em consequência de declarações polêmicas feitas pelo secretário, que sugeriram a prisão e perseguição de eleitores e apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT).
A portaria publicada nas redes sociais da prefeitura esclarece que, durante o período de afastamento, serão adotadas as medidas necessárias para garantir a continuidade dos serviços na Secretaria Municipal de Segurança. James Mota, que é sargento da Polícia Militar do Estado do Maranhão e está cedido à Prefeitura, admitiu que as mensagens controversas foram compartilhadas em um grupo fechado de WhatsApp composto por policiais militares.
Reação e Justificativas
Após o afastamento, James Mota se manifestou, por meio de uma nota, confirmando a autoria dos áudios, porém os classificando como “brincadeiras, comentários e provocações de cunho político”. Ele reconheceu que usou termos considerados agressivos, como “ladrões”, enfatizando que este tipo de linguagem foi parte de debates comuns no grupo de chat.
O governador reeleito do Maranhão, Carlos Brandão, também tomou a iniciativa de afastar o policial militar, além de solicitar a abertura de uma investigação acerca das declarações feitas por Mota.
Na sequência dos eventos, a Federação Brasil da Esperança, formada pelos partidos PT, PCdoB e PV, apresentou uma notícia-crime eleitoral à Procuradoria Regional Eleitoral, requerendo uma investigação imediata, perícia dos áudios, depoimentos e outras providências antes do segundo turno das eleições, agendado para este domingo, dia 25.
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) também informou à Polícia Federal sobre a divulgação dos áudios por James Mota nas redes sociais e a necessidade de uma investigação adequada sobre o caso.



