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Prepare sua colinha: dicas práticas para votar com segurança nas eleições

Eleitores podem levar colinhas para a urna, mas devem entregar celulares aos mesários para garantir o sigilo das escolhas nas eleições

Em meio a semanas de debates e reflexões sobre quem deve governar seu estado ou país, é possível chegar à urna e enfrentar um dilema inesperado: não se lembrar do número do candidato escolhido. A tecnologia das urnas eletrônicas revolucionou o processo eleitoral no Brasil, mas ainda existe um elemento simples que pode fazer a diferença: a “colinha”, aquele pedaço de papel com os números dos candidatos.

O que levar para a urna?

A legislação eleitoral brasileira permite que o eleitor leve a sua “colinha” para a cabine de votação para garantir que o voto seja registrado corretamente. Porém, é importante lembrar que dispositivos como celulares devem ser entregues aos mesários antes de entrar na cabine. Essa regra vale para qualquer equipamento que tenha a capacidade de fotografar ou transmitir imagens, com o intuito de preservar o sigilo do voto e evitar fraudes.

Eleitores que se negarem a entregar seus aparelhos poderão ser impedidos de votar, e a ocorrência pode ser devidamente registrada pela mesa receptora de votos.

É essencial que o eleitor não se esqueça de levar um documento de identificação com foto. Embora o título de eleitor não seja obrigatório, apresentá-lo pode facilitar o processo, indicando a zona e a seção eleitoral. Uma grande ajuda é o aplicativo e-título, que permite ao eleitor acessar a versão digital do título de eleitor e as informações sobre seu local de votação.

Antes de ir às urnas, confira, se possível, olocal atualizado de votação.

Casos no primeiro turno

No primeiro turno das eleições deste ano, muitos eleitores sentiram na pele a importância da “colinha”. No Distrito Federal, a atual governadora Celina Leão (PP) ainda tenta garantir seu lugar no segundo turno após que muitos eleitores, confusos, digitarem 22, número relacionado ao partido PL de Flávio Bolsonaro, resultando na anulação de seus votos. O correto era digitar 11, o número da candidata do PP.

No Rio de Janeiro, a situação foi semelhante. O candidato Eduardo Paes, apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve diversos eleitores digitando o número 13, acreditando que era o seu. Mas, na realidade, o correto era 55, e como não havia candidatos do PT na disputa, esses votos também foram anulados, permitindo que Douglas Ruas (PL) saísse vitorioso no primeiro turno.

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