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Rede socioassistencial de Jundiaí é conhecida pelos guardas em formação

A população em situação de rua conta com o atendimento

Nesta quinta-feira (11), os novos guardas municipais em processo de formação em Jundiaí, participaram de uma atividade formativa sobre a rede socioassistencial voltada à população em situação de rua. O encontro foi realizado na futura sede da Casa de Passagem, localizada próxima ao Complexo Argos, e contou com a participação dos 23 novos agentes. Desses, 16 são da Guarda Municipal de Jundiaí (GMJ), seis da corporação de Itatiba e um de Amparo.

A atividade foi conduzida pelo inspetor Dênis da GMJ; pelo coordenador do Centro Pop, João Guilherme Santos, e pela assessora Renata Mangieri, da Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS); e pelo diretor do Departamento de Limpeza Pública da Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP), Márcio Moraes.

Além de conhecer as novas mediações da Casa de Passagem, que inclusive é um dos equipamentos onde a GMJ atua de modo intersetorial com a UGADS, os guardas em formação aprenderam sobre os protocolos e serviços disponíveis pela Rede Pop Rua, como a rede é chamada, além de dados e iniciativas, como a Operação Noites Frias e a campanha “Menos Esmola Mais Dignidade”.

O inspetor Dênis detalhou o curso com os novos agentes. “O curso de formação possui cerca de 800 horas/aulas e dura por volta de seis meses. Durante esse período, entre atividades teóricas e práticas, são três as principais áreas abordadas: Técnicas Operacionais, Direito e Direitos Humanos. E como as grades curriculares são comuns, já recebemos há anos agentes em formação de outros Municípios, por conta da nossa estrutura”.

Ainda segundo ele, “a atividade de hoje enquadra-se nessa última área e tem como objetivo permitir que eles conheçam os equipamentos da rede, adiantando a realidade que irão viver em operação nas ruas”.

A proposta

Renata Mangieri explicou a proposta do encontro. “A UGADS e a GMJ possuem uma parceria muito bem alinhada e próxima, pelo entendimento comum para a proteção do usuário. Por isso, atendemos à solicitação da GMJ, para falar principalmente dessa interface e da rede voltada a esse público.”

Um dos jovens em formação, Paulo Henrique da Silva mudou-se da capital para Jundiaí por conta da seleção no concurso da GMJ e elogiou a proposta da formação. “Prestei este concurso para a GMJ, por se tratar de uma corporação de referência e que tem uma interface interessante com a comunidade. Com esta formação, um outro mundo de conhecimento abriu-se para a nossa turma. Já conhecíamos outros serviços para a população em situação de rua, como os abrigos e a república, e hoje aprendemos mais sobre a casa de passagem, mais um degrau para que a pessoa consiga se inserir num mundo fora da realidade da rua e possa voltar a viver, para além de sobreviver.”

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