Brasil confirma 90 casos de mpox em 2026; São Paulo lidera registros
Ministério da Saúde aponta novos estados na lista e aumento nas buscas pelo termo “mpox” no Google Trends
O Brasil atingiu 90 casos confirmados de mpox nesta terça-feira (24), conforme dados do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de Saúde. O avanço dos registros também impulsionou as pesquisas sobre a doença no Google Trends, que indicou pico de interesse no período de um ano.
O estado de São Paulo concentra o maior número de ocorrências, com 63 casos confirmados. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (1) e Distrito Federal (1).
Também foram contabilizados casos em Minas Gerais (3) e Paraná (1), estados que ainda não constavam na lista anterior divulgada pelo ministério.
O que é mpox e como ocorre a transmissão
A mpox é uma doença infecciosa causada por vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas, além de secreções respiratórias e compartilhamento de objetos pessoais contaminados, como roupas e toalhas.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, fadiga e lesões cutâneas que surgem como bolhas ou erupções, geralmente iniciadas no rosto e podendo se espalhar pelo corpo.
Há risco de morte?
Até o momento, não há registro de mortes no Brasil. No entanto, especialistas alertam que, sem acompanhamento adequado, a doença pode evoluir para complicações graves em grupos mais vulneráveis. Em cenários críticos, a taxa de letalidade pode chegar a até 10%, dependendo das condições de saúde do paciente e do acesso ao tratamento.
Atualmente, não existe medicamento específico aprovado para a mpox. O tratamento é baseado em suporte clínico, controle dos sintomas e prevenção de complicações.
Pessoas diagnosticadas devem permanecer em isolamento até a cicatrização completa das lesões, processo que pode levar de duas a quatro semanas.
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