

O Governo de São Paulo realizou mais uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (7) para anunciar novidades no combate ao coronavírus e a flexibilização da atividade econômica. A principal novidade foi que o comércio terá horário estendido até às 23h. A medida será válida já nesta sexta-feira (9). Hoje o limite vai até às 21h.
Com isso, bares, restaurantes, shoppings e outros serviços poderão funcionar por mais tempo. Além disso, haverá o aumento da capacidade de ocupação dos estabelecimentos. De 40%, a capacidade vai aumentar para 60%.
O governador João Doria (PSDB) explicou que a medida vale para todo o estado, até para as regiões que ainda estão com mais de 80% de ocupação dos leitos de UTI com pacientes de Covid. Mas de acordo com o governador, caberá aos prefeitos adotar medidas mais restritivas, caso necessário.
O Governo de São Paulo também pretende iniciar a realização de eventos testes com público. Estão nesta lista os festivais, shows, feiras e eventos esportivos, como jogos de futebol, vôlei, basquete e outras competições.
Vacinas exclusivas para o Estado
Também nesta quarta-feira, o Governo de São Paulo informou que fará uma compra de 4 milhões de doses da CoronaVac que serão aplicadas exclusivamente para a população do Estado. João Doria diz que cerca de 2,7 milhões de doses prontas da vacina, produzidas pelo laboratório Sinovac na China. Ela deve chegar no aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, ainda nesta quarta (7).
Questionado sobre a legalidade de comprar doses para São Paulo antes de entregar as vacinas adquiridas pelo governo federal, Doria rebateu e disse que a negociação por parte de estados foi autorizada pelo STF.
“Nós estamos amparados pela decisão do STF, assim como qualquer outro estado ou conjunto de estados, que nos permite comprar diretamente vacinas e aplicar em sua população”, disse o governador.
No entanto, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autoriza estados e municípios a comprar e distribuir vacinas, não se relaciona diretamente com o contrato de exclusividade firmado entre Butantan e Ministério da Saúde.
A variante delta no estado
Houve o questionamento sobre a circulação da variante delta do coronavírus em São Paulo. O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, considera que é preciso discutir a redução do intervalo da segunda dose de vacinas com prazo mais estendido. Atualmente ela é de 3 meses, para que possam ser mais efetivas contra a variante.
“Temos uma variante que já é autóctone, ou seja, ela já está circulando no nosso meio em pessoas que não tiveram histórico de viagens ou que tiveram contato com alguém que esteve, por exemplo, na Índia, e, dessa forma, temos que ter uma atenção especial”, disse o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn.
Para o diretor do Butantan, é preciso reavaliar o prazo da imunização completa das vacinas da Pfizer e Aztrazeneca. A medida é para saber se as vacinas possam responder à variante.
“As vacinas que têm duas doses só completam a imunidade após a segunda dose. No caso do Butantan, esse intervalo é de 28 dias. Então, você completa a imunização mais rapidamente quando comparado com as vacinas que têm intervalo de três meses”, diz Dimas.
“Essas vacinas que têm intervalo de três meses, obviamente que você só vai completar a imunidade passados quase quatro meses da primeira dose. Então, sem dúvida, a possibilidade de antecipação da segunda dose para essas vacinas deve ser considerada, sim. Embora as vacinas possam não responder à variante delta de uma maneira geral, o fato de ter a imunidade completa ajuda substancialmente. Por isso, muitos já estão considerando a alteração do calendário de imunização prevendo a antecipação da segunda dose, que é uma medida que tem que ser considerada e é correta”, completou.
LEIA TAMBÉM
Pela primeira vez na pandemia, Amazonas não registra mortes por Covid-19



