Ceagesp implanta estrutura provisória para apoiar vítimas de incêndio
Ceagesp oferece nova estrutura provisória para 124 comerciantes após incêndio que destruiu pavilhão MFE-A, visando reduzir impacto nas vendas


Os comerciantes e trabalhadores do pavilhão MFE-A da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) encontrarão um novo espaço para seus atendimentos a partir de 16 de outubro, após o incêndio que devastou o local entre a noite de 5 de setembro e a madrugada do dia 6. A nova instalação, que ocupará uma área de 4,8 mil metros quadrados, fica a uma quadra do pavilhão original.
Embora seja menor do que o antigo, que contava com 6 mil m², o novo espaço permitirá que os 124 comerciantes retomem suas atividades de forma mais centralizada. Atualmente, eles operam em tendas improvisadas ao redor do pavilhão afetado, uma solução insatisfatória que expõe tanto trabalhadores quanto clientes a condições climáticas adversas, dificultando também a movimentação de caminhões e o acesso às lojas vizinhas.
A queda nas vendas pode chegar a 50% para os comerciantes, que só voltarão a pagar taxas à administração do Ceagesp quando o novo pavilhão for entregue. O pavilhão que foi perdido é um dos mais antigos do complexo, onde alguns comerciantes atuavam há mais de quatro décadas, mantendo tradições familiar desde os anos 1960.
Mesmo com a redução do espaço, a expectativa é otimista. O projeto da nova instalação inclui boxes organizados, com contêineres refrigerados e a ampliação do número de banheiros. Segundo Luiz Silveira Rangel, Diretor Técnico Operacional do Ceagesp, “a ideia é construir uma estrutura mais moderna, com pé direito alto e mezanino, para melhorar a divisão entre os diferentes tipos de comércio e minimizar perdas em casos de inundações”. Um profundo diálogo com os comerciantes será realizado antes da finalização do projeto, para garantir que suas necessidades diárias sejam atendidas.
A logística de abastecimento tem sido um dos principais desafios enfrentados, já que os pavilhões foram projetados há décadas, e os caminhões de hoje são significativamente maiores. Com a diminuição do espaço, o abastecimento se tornou ainda mais complicado, exigindo que operações como estacionamento e transbordo sejam deslocadas para áreas mais distantes.
Demolição e resíduo
A demolição do pavilhão atingido teve início na semana passada e está programada para levar 60 dias. No local, já é possível observar os restos retorcidos das estruturas metálicas e telhas de zinco, além dos resquícios de produtos como cocos e melancias, que eram comercializados. Os documentos das empresas afetadas também estão sendo retirados com cautela para garantir a segurança das operações.
Os destroços e resíduos estão sendo separados e encaminhados para aterros sanitários ou para reciclagem.



