Nunes Marques suspende novamente Exército de Lula por ausência de registro adequado
TSE suspende canal Exército do Lula pela falta de registro formal, mantendo a disputa eleitoral acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro


No embate eleitoral que se intensifica, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, decidiu nesta terça-feira (13) suspender definitivamente o canal Exército do Lula no WhatsApp.

A decisão de Nunes Marques vem após um dia de reviravoltas. Antes, o ministro havia imposto a suspensão de novas publicações no canal, alegando a falta de registro formal junto à Justiça Eleitoral. Agora, a ordem é controversa, já que cassou uma decisão anterior do corregedor nacional da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia reinstaurado o canal.
Segundo a nova determinação, o canal só poderá voltar a operar após seu endereço eletrônico ser formalmente registrado no TSE, conforme as normas eleitorais vigentes, respeitando ainda um intervalo de 48 horas antes da retomada das atividades.
Na sua justificativa, Nunes Marques apontou que Cueva “exorbitou dos limites da competência” ao contrabalançar sua decisão anterior, evidenciando assim as tensões internas no TSE e as pressões externas diante do cenário eleitoral. A revisão foi motivada por um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca reeleição no segundo turno.
Entenda o Contexto
Nos últimos dias, o canal Exército do Lula passou por uma disputa acirrada envolvendo liminares. No sábado (11), Nunes Marques havia ordenado a suspensão total do canal, mas sua decisão foi imediata e temporariamente revertida por Cueva. O corregedor argumentou que a questão não poderia ser decidida administrativamente, pois já se encontrava em análise judicial convencional e sob sua relatoria.
Hoje, ao reavaliar a situação, o presidente do TSE reafirmou que a ausência de comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral justificava a nova suspensão. O canal, que conta com 4,2 milhões de inscritos, é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), que tem denunciado a censura e o favoritismo da Justiça Eleitoral em favor da campanha oposicionista.
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