Imunidade Tributária Garantida para Importações em Pesquisa Pública
Ministério da Fazenda garante imunidade tributária para importações destinadas a pesquisa em instituições públicas, aumentando recursos para tecnologia e inovação


Nesta quarta-feira (21), o Ministério da Fazenda lançou uma importante iniciativa que promete facilitar a importação de equipamentos e insumos para universidades públicas e instituições de pesquisa no Brasil. A nova política assegura a aplicação da imunidade tributária prevista na Constituição, beneficiando projetos acadêmicos e tecnológicos.
Com esta medida, equipamentos, softwares e insumos importados por fundações de apoio em nome dessas instituições estarão protegidos da tributação. Essa alteração visa garantir que 100% dos investimentos destinados à pesquisa sejam convertidos efetivamente em tecnologia e materiais, evitando perdas financeiras decorrentes de tributos.
A ação do ministério busca, sobretudo, proporcionar segurança jurídica às operações de importação para a pesquisa pública, eliminando incertezas sobre a manutenção da imunidade tributária quando fundações gerenciam recursos e conduzem processos de aquisição e despacho aduaneiro. Anteriormente, essa incerteza poderia acarretar riscos de tributação, dificultando a aquisição de equipamentos essenciais para a pesquisa científica.
Requisitos para o Benefício
Para usufruir dessa imunidade tributária, as operações deverão seguir uma série de exigências específicas. Entre elas, destaca-se a necessidade de que a importação seja feita em nome da instituição pública, a movimentação dos recursos ocorra em contas exclusivas para o projeto, os bens adquiridos sejam imediatamente incorporados ao patrimônio da universidade ou instituto e a prestação de contas seja devidamente fiscalizada pela Receita Federal e outros órgãos de controle.
Com essa estratégia, o governo promete reduzir a burocracia que atualmente dificulta o desenvolvimento científico e tecnológico no país. A medida também visa acelerar o aprimoramento das infraestruturas de universidades públicas e instituições públicas de pesquisa.
Além disso, a iniciativa pretende mitigar os efeitos de limitações do sistema atual de desoneração das importações para pesquisa científica, que é restringido por uma cota administrada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O governo considera essa cota insuficiente para atender à demanda crescente das universidades e instituições de pesquisa.
As novas diretrizes foram estabelecidas após um diálogo entre a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a Receita Federal, a Advocacia-Geral da União (AGU) e representantes das universidades federais, refletindo um esforço conjunto para impulsionar a pesquisa e inovação no Brasil.



