TSE exige explicações da Meta e X sobre veiculação de conteúdo político em 24 horas
TSE dá 24 horas para Meta e X esclarecem a remoção de conteúdos políticos e suposto favorecimento a Flávio Bolsonaro durante campanha eleitoral


Em meio à corrida acelerada para o segundo turno das eleições presidenciais, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, exigiu que a Meta, empresa responsável pelos populares Facebook, Instagram e WhatsApp, e a rede social X apresentem, em até 24 horas, detalhes sobre a remoção de publicações e a distribuição de conteúdos políticos em suas plataformas.

A decisão do ministro vem na esteira de um processo iniciado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca reeleição. A equipe de Lula alega que as plataformas têm favorecido conteúdos relacionados ao candidato Flávio Bolsonaro, seu adversário. Para ilustrar esse suposto viés, a campanha citou a remoção de um vídeo do artista MC Cabelinho, que critica Bolsonaro e foi excluído do Instagram em 22 de outubro, pouco após sua publicação, sob a justificativa de uso excessivo de Inteligência Artificial.
De acordo com Cueva, a proximidade da votação, marcada para domingo (25), reforça a necessidade de esclarecimentos sobre os critérios utilizados nas remoções e uma reavaliação imediata das decisões. No entanto, o corregedor também destacou que as informações disponíveis até o momento não evidenciam um tratamento diferenciado para o vídeo em questão, mandando que a Meta submeta o conteúdo a uma revisão realizada por humanos.
Outra preocupação levantada pela campanha de Lula é o suposto alcance desigual de anúncios pagos nas redes sociais, que estaria prejudicando a distribuição de conteúdos relacionados ao presidente. A equipe de Lula argumenta que existe um favorecimento de informações vinculadas a seu oponente, enquanto seus próprios conteúdos teriam menor visibilidade.
A defesa do ex-presidente também criticou a ferramenta de Inteligência Artificial Grok, presente na plataforma X, afirmando que ela se comporta de maneira distinta ao lidar com questões sobre as duas candidaturas. Em resposta, a Meta, em informações apresentadas ao presidente do TSE, ministro Munes Marques, negou qualquer tratamento desigual entre as campanhas e reafirmou seu compromisso com as normas da Justiça Eleitoral.
Por fim, nesta sexta-feira (23), o ministro Nunes Marques deverá se reunir com representantes de importantes redes sociais como Instagram, Facebook, TikTok e Kwai, em uma última tentativa de alinhar as diretrizes antes do crucial segundo turno.



