Lula promete transformar Brasil em país desenvolvido até 2026
Lula destaca potencial do Brasil em energia renovável e articulação política para viabilizar desenvolvimento econômico e social até 2026


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nesta sexta-feira (6), que pretende transformar o Brasil em um país desenvolvido nos próximos quatro anos.

O presidente vê perspectivas “extraordinárias” para o avanço do Brasil, ressaltando o potencial nas áreas de energia renovável, minerais críticos e terras raras, os quais poderiam atrair investimentos produtivos significativos.
“Eu quero, em apenas quatro anos, tirar o Brasil do estágio de país em desenvolvimento e colocá-lo no estágio de país desenvolvido”, afirmou.
Lula mencionou o avanço do Mapa do Caminho para a transição energética, que demonstra a viabilidade de metas que antes pareciam irrealizáveis quando há um compromisso político efetivo.
“Na minha vida não existe a palavra impossível”, reforçou o presidente, lembrando das resistências enfrentadas durante a COP30, onde as propostas brasileiras ganharam força.
O documento ao qual se referiu orienta a transição dos combustíveis fósseis e estabelece medidas para combater o desmatamento e a degradação florestal.
Energia limpa
Durante sua fala, Lula também enfatizou as oportunidades na geração de energia limpa. Destacou o interesse de investidores em data centers no Brasil e destacou que o governo exigirá que esses centros produzam sua própria energia.
“Quem vier investir construa a sua própria energia. Não vai ser a energia do povo que vai ser utilizada para data center”, declarou, sublinhando que o Brasil vive um momento excepcional com perspectivas promissoras para o futuro.
Congresso
Lula atribuiu parte das conquistas do seu governo à sua habilidade em articular politicamente. Apesar de não ter maioria no Congresso Nacional, destacou a aprovação de várias medidas econômicas e estruturais como frutos de negociações bem-sucedidas.
“Conseguimos esse sucesso todo num Congresso teoricamente adverso”, afirmou, elogiando a capacidade de persuasão e entendimento que ajudaram nos avanços legislativos.
Responsabilidade fiscal
No que diz respeito às finanças públicas, Lula apontou que herdar um déficit fiscal de 2,8% não impediu sua gestão de apresentar um orçamento superavitário.
O presidente reafirmou seu compromisso com uma política de responsabilidade fiscal que não comprometa os investimentos em programas sociais voltados à população de baixa renda.
“A única coisa que [o mercado] tem que saber é que o pobre não pagará a conta. Não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, garantiu.
Para Lula, a responsabilidade fiscal deve coexistir com a possibilidade de contrair financiamentos para projetos de infraestrutura. “Se a gente quiser construir um ativo novo, você pode fazer dívida, mas para construir um patrimônio para esse país”, ponderou.
Ao entrelaçar responsabilidade fiscal, investimento produtivo, transição energética e políticas sociais, o presidente vê uma oportunidade histórica para acelerar o desenvolvimento brasileiro.



