

Seria realizado nesta quinta-feira (19) o julgamento do caso do homem que matou a ex-companheira Rosana Fernandes da Silva, de 32 anos, no Guarujá. Mas o júri foi cancelado porque a atual esposa de Anderson Vítor Alves, não compareceu à audiência judicial.
O acusado trabalhava como guarda municipal e confessou que matou a mulher com dois tiros na cabeça, durante uma discussão pelo pagamento de pensão alimentícia aos dois filhos, e que depois a enterrou no próprio quintal.
O plenário teve início às 9h15, e por volta das 10h15, todos os participantes começaram a sair do Fórum de Guarujá, onde a sessão era realizada. Estavam presentes no plenário o juiz, o advogado de defesa, o promotor, o réu, as outras testemunhas e os sete jurados.
A atual esposa de Anderson, uma das testemunhas de defesa, não compareceu ao plenário, alegando problemas de saúde. Então, o réu se negou a falar, dizendo que a esposa seria importante para o julgamento. Por conta disso, o advogado do réu solicitou o adiamento do tribunal do júri, que foi acatado pelo magistrado. O júri foi remarcado para o dia 30 de setembro.
Anderson responde pela prática de homicídio triplamente qualificado, seguido de ocultação de cadáver. A decisão de submetê-lo a júri popular foi assinada pelo juiz Edmilson Rosa dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Guarujá. O júri acontecia em esquema totalmente presencial.
Entenda o crime
O crime contra Rosana aconteceu em agosto de 2020, quando na casa do acusado, no bairro Jardim Virgínia, em Guarujá. A vítima não foi vista por dez dias e os familiares contaram que o ex-companheiro chegou a oferecer ajuda durante as buscas. Porém, Anderson acabou levantando suspeitas dos policiais, já que apresentou declarações contraditórias sobre o desaparecimento.
Ele foi preso provisoriamente, e quando interrogado, confessou o crime. Em depoimento à Polícia Civil, o acusado alegou que buscou Rosana no trabalho e, chegando à residência dele, ela teria começado a gritar e a tentar agredi-lo.
Neste momento, ele teria pego uma arma de fogo para “assustá-la”, sem intenção de usar. O gatilho teria sido puxado durante a confusão, atingindo a mulher duas vezes na cabeça, que não resistiu e morreu. Logo em seguida, ele a enterrou no quintal de sua residência para que o crime não fosse descoberto pelas autoridades.
O homem apontou a localização exata do corpo da mulher, que estava enterrada em seu quintal. A prisão preventiva dele foi convertida em provisória, e Anderson estava na Penitenciária de Tremembé até o momento do julgamento desta quinta.
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