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Greve dos funcionários do transporte de São Vicente chega ao terceiro dia

Categoria reclama da falta de pagamentos de salários e outros benefícios

Chega ao terceiro dia a greve dos funcionários dos ônibus municipais de São Vicente. Eles seguem reclamando que não receberam o salário, além de outros benefícios e por isso a circulação do transporte público está reduzida em 50% em horários normais e 70% em horários de pico.

A categoria alega que o pagamento dos salários, do vale refeição e da cesta básica deveria ser paga na última segunda-feira (28). Mas como isto não aconteceu, na terça-feira (1º) eles voltaram a realizar a greve.

Por causa de uma determinação judicial a paralisação não é total e os ônibus circulam em São Vicente com apenas 50% da frota durante o dia e 70% nos horários de pico. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Santos e Região (Sindrod) informa que os funcionários cumprem a determinação, mas exigem receber tudo o que está atrasado.

Além disso, os funcionários também reclamam da falta de pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o diretor jurídico, os trabalhadores não conseguem receber oabono salarial do Programa de Integração Social (PIS).

Respostas da Otrantur e da Prefeitura

Em nota, a Otrantur, concessionária de Transporte Urbano de São Vicente, informou que na madrugada de terça-feira (1º) formou-se um movimento grevista, com base em um estado de greve permanente imposto pelo sindicato, junto a uma parte dos funcionários, visando manter a concessionária em estado de tensão permanente.

Segundo a empresa, o pleito dos colaboradores pauta-se no pagamento de salários vencidos na última segunda-feira (28), embora a concessionária tenha buscado outras formas de financiar. O processo junto aos agentes financeiros é moroso e o feriado de carnaval atrasou o cronograma previsto.

A concessionária afirmou que segue cumprindo a última liminar e acredita que na volta do expediente bancário as questões serão solucionadas e, assim, ocorra a normalização do serviço e que não há outros valores em aberto junto aos colaboradores, apenas os inerentes ao mês de fevereiro de 2022, já que as demais verbas reivindicadas em greves passadas foram objeto de acordos que estão sendo cumpridos.

Já a Prefeitura de São Vicente responte, por meio de nota, que não mede esforços para garantir o serviço em funcionamento e ressaltou que em 9 de fevereiro depositou um subsídio emergencial de R$ 400 mil para que a Otrantur pagasse os salários atrasados dos funcionários, o que foi feito. Ao todo, serão 11 repasses mensais no mesmo valor para que a empresa honre com o pagamento de todos os trabalhadores e equacione o equilíbrio econômico-financeiro.

O município enviará, por meio da Secretaria de Assuntos Jurídicos (Sejur) e da Subsecretaria de Trânsito e Transportes, notificações à empresa exigindo esclarecimentos acerca da paralisação, uma vez que os subsídios servem para suprir essas necessidades. Caso a empresa não tenha capacidade de cumprir o acordo, o vínculo deverá ser encerrado.

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