Vacinas da Pfizer e da Janssen serão compradas pelo Governo Federal
Os contratos com os laboratórios estão sendo elaborados para ser assinados


Após muita polêmica e divergências, o Governo Federal enfim irá assinar os contratos para as compras das vacinas da Pfizer e da Janssen contra a COVID-19. O anúncio foi nesta quarta-feira (3) e o Ministério da Saúde explica que o contrato está na fase de elaboração.
A pasta explica que assim que estiverem prontos, devem ser assinados no começo da próxima semana e serão informadas a quantidade de doses a serem entregues ao Brasil. Mas não houveram detalhes de quantas vacinas as farmacêuticas irão destinar ao Brasil. Mas informações de bastidores revelam que só da Pfizer, existe a perspectiva de que 100 milhões de doses devam ser entregues ao longo de 2021.
Em reunião com representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou que a elaboração do contrato com a Pfizer está em andamento e que o ministério está em negociações com a Janssen.
O representante do Governo Federal esteve reunidos com membros do Ministério da Saúde e representantes da Pfizer. O encontro foi por videoconferência. “Vamos fazer uma divulgação conjunta de um documento mostrando que estamos nessa fase da negociação. A proposta de cronograma que está sendo apresentada para nós é uma boa proposta, e a partir de agora a gente segue os trâmites de fazer esse contrato o mais rápido possível”, disse.
O caminho antes do acordo
A decisão pela compra das vacinas dos dois laboratórios foi tomada em razão da aprovação nesta terça (2) pela Câmara de projeto que facilita a compra de vacinas por União, estados, municípios e empresas.
Mas antes, o governo vinha resistindo à compra de vacinas da Pfizer sob o argumento de que o laboratório impunha condições “draconianas”. A principal queixa do Ministério da Saúde era a de que a Pfizer não se responsabiliza por eventuais efeitos colaterais da vacina.
Segundo o projeto aprovado, enquanto durar a emergência em saúde pública causada pela COVID-19, os três entes federativos estarão autorizados a comprar vacinas, mas também a assumir riscos relacionados a eventuais efeitos adversos pós-vacinação. Só que a Anvisa deve conceder o registro ou autorização temporária de uso emergencial das vacinas adquiridas.



