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Santos coloca coleira contra leishmaniose em animais no Morro do Marapé

Mais de 110 animais receberam a proteção

A Secretaria de Saúde de Santos ampliou o cerco contra a leishmaniose visceral canina.  Para ajudar no combate a doença, 117 animais que vivem em imóveis no Morro do Marapé receberam coleiras repelentes para afastar os insetos que transmitem a doença. Em alguns casos, foi feita a troca do acessório anterior e, em outros, o primeiro encoleiramento.

 

À base de fipronil, piriproxifeno e permetrina, a nova coleira tem duração de 8 meses. Após este período, a troca é realizada pela Seção de Vigilância e Controle de Zoonoses (Sevicoz). Nas ações anteriores, foram utilizadas coleiras de imidacloprida e flumetrina, também com 8 meses de duração.

 

O protozoário causador da leishmaniose visceral canina é transmitido pelo mosquito-palha, sendo mais comum o da espécie Lutzomyia longipalpis. Porém, esta espécie não foi localizada em Santos, após diversas ações em campo. A Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo (Sucen) afirma que a transmissão se dá por ‘vetores secundários’, ou seja, mosquitos-palha de outras espécies.

 

É importante ressaltar que o encoleiramento não é realizado de forma aleatória. Recebem o acessório apenas os cães que moram em um raio de 100 metros de distância dos infectados, além dos que já estão acometidos pela doença, para evitar novas transmissões.

 

A aquisição do acessório, ao custo de cerca de R$ 150 mil, foi realizada a partir de emenda parlamentar destinada pelo vereador Benedito Furtado.

 

Desde 2015, Santos já registrou 130 casos de leishmaniose visceral canina. Atualmente, 36 cães convivem com a doença na Cidade, recebem tratamento e são monitorados.

Os sintomas, que costumam aparecer de dois a três anos após a infecção pelo parasita, são: pele e mucosas com feridas; queda de pelos da orelha e em volta do nariz; emagrecimento e crescimento exagerado da unha. Com o avanço da doença, órgãos internos como fígado, baço e pulmão, são afetados.

 

Munícipes cujos cães apresentem sintomas de leishmaniose visceral canina devem procurar atendimento veterinário. Na rede pública, a opção é a Codevida (Av. Francisco Manoel s/nº – Jabaquara), de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Telefones: (13) 3203-5593 e (13) 3203-5075.

Desde o registro do primeiro caso de cão com leishmaniose na Cidade, em 2015, Santos realiza um trabalho integral contra a doença, que cobre investigação do vetor, notificações, investigação sorológica, ações de prevenção e tratamento aos cães infectados. Nunca houve registro de leishmaniose em humanos na Cidade.

 

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