Responsável por maus tratos e exploração econômica é preso em Ilha Comprida
Ele vivia com uma idosa e desobedeceu a medida protetiva


Um homem foi preso em Ilha Comprida após desobedecer uma medida proteção que uma idosa de 75 anos tinha contra ele. Ele é acusado de cometer maus tratos, mas também fazia exploração financeira contra a vítima. As investigações continuam.
De acordo com a Delegacia Sede de Ilha Comprida, a vítima mora no bairro Balneário Porto Velho e o caso já vinha sendo investigado desde o começo de 2021. Tudo começou com
uma denúncia de terceiros sobre as condições precárias em que a idosa vivia. Em vistoria ao local, os policiais constataram que a mulher vivia debilitada, em uma casa muito bagunçada, com seu companheiro. Em conversa com a equipe, ela negou ser maltratada, e o inquérito foi arquivado.
Contudo, a delegacia continuou recebendo denúncias de que a senhora estaria sendo maltratada e explorada economicamente, e que o homem vendeu a casa dela contra sua vontade. Com base nas denúncias, o delegado decidiu instaurar outro inquérito. O suspeito foi intimado, mas não compareceu para prestar esclarecimentos.
Assim, foi solicitada medida protetiva contra o rapaz, que foi concedida pela Justiça. Porém, no início desta semana, a assistência social do município, que está acompanhando a idosa, solicitou apoio da polícia, após não conseguir acesso à mulher para atendê-la.
A busca e a prisão do suspeito
Na sexta-feira, os policiais se dirigiram à residência da suposta vítima e constataram que o suspeito continuava morando no local, mesmo após a medida protetiva estabelecer que ele não poderia se aproximar dela. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para Registro, no interior paulista, após a Justiça determinar sua prisão preventiva.
Conforme explica a Polícia Civil, descumprir uma decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência é crime previsto na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), com pena de detenção de três meses a dois anos.
Segundo o delegado, a assistente social que acompanha o caso ainda está apurando a situação, sob a suspeita de que a idosa não tenha discernimento suficiente para tomar algumas decisões. Caso a incapacidade seja constatada, novas providências serão tomadas para garantir a segurança da vítima.
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