Política

Lula toma posse como presidente pela terceira vez ao lado do povo

Faixa foi entregue por representantes de diversas classes sociais e Lula garantiu governar para todos

Um domingo (1º) para entrar para a história no Brasil. Pela 39ª vez, o país tem um novo presidente. Na verdade, é um velho conhecido, já que pela terceira vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assume a Presidência, após ser o mais votado nas Eleições 2022. Sem a presença de Jair Bolsonaro, a faixa foi recebida pelo povo. Oito pessoas de classes sociais diversas fizeram a entrega ao novo presidente e a frase de destaque em seu discurso foi que a “democracia é para sempre”.

Às 15h, dentro do Congresso Nacional, Lula e o vice-presidente, Geraldo Alckmim (PSB) tomaram a posse oficial da Presidência da República. No discurso, de 31 minutos, o presidente defendeu “democracia para sempre”.

“Sob os ventos da redemocratização, dizíamos ‘ditadura nunca mais’. Hoje, depois do terrível desafio que superamos, devemos dizer ‘democracia para sempre'”, afirmou.

O presidente declarou ainda que a democracia foi a “grande vitoriosa” das eleições. “Superando a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu. As mais violentas ameaças à liberdade do povo”, completou.

Lula também disse que a mensagem que quer passar ao Brasil é de “esperança e reconstrução”.

“Hoje, nossa mensagem ao Brasil é de esperança e reconstrução. O grande edifício de direitos, de soberania e de desenvolvimento que essa nação levantou a partir de 1988, vinha sendo sistematicamente demolido nos anos recentes. É para reerguer esse edifício de direitos e valores nacionais que vamos dirigir todos os nossos esforços”, disse Lula.

 

Lula afirmou ainda que os direitos da população, o fortalecimento da democracia e a retomada da soberania nacional serão “os pilares” de seu terceiro governo.

Críticas, mas sem revanchismo

Lula fez críticas ao governo anterior, sem citar diretamente o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que não tem sentimento de “revanche”, mas afirmou que “quem errou responderá por seus erros”.

“Não carregamos nenhum ânimo de revanche contra os que tentaram subjugar a nação a seus desígnios pessoais e ideológicos, mas vamos garantir o primado da lei. Quem errou responderá por seus erros com direito à ampla defesa, dentro do devido processo legal”, disse Lula.

Lula disse que responsáveis por “genocídio” na pandemia de Covid deverão ser investigados. Mais uma vez, ele não citou nomes.

“Em nenhum outro país, a quantidade de vítimas fatais foi tão alta proporcionalmente à população quanto no Brasil, um dos países mais preparados para enfrentar as emergências sanitárias”, argumentou.

“Este paradoxo só se explica pela atitude criminosa de um governo negacionista, obscurantista e insensível à vida. As responsabilidades por este genocídio hão de ser apuradas e não devem ficar impunes”, acrescentou Lula.

O petista criticou também desmontes nas áreas da saúde, educação, ciência e meio ambiente.

“Desmontaram a Educação, a Cultura, a Ciência e Tecnologia. Destruíram a proteção ao Meio Ambiente. Não deixaram recursos para a merenda escolar, a vacinação, a segurança pública, a proteção às florestas, a assistência social.”

Afirmou que os recursos públicos foram “desvirtuados” durante o governo que chegou ao fim.

E que o adversário pregava a liberdade “de oprimir o vulnerável, massacrar o oponente, e impor a lei do mais forte acima das leis da civilização”.

Foco em ações sociais

Lula afirmou ainda que a diminuição da desigualdade e o combate à fome serão foco do governo.

“Nenhuma nação se ergueu nem poderá se erguer sobre a miséria de seu povo”, afirmou Lula.

 

Ele relembrou promessas feitas durante a campanha e anunciou outros compromissos.

A lista inclui:

  • definir, em conjunto com os governadores, uma lista de obras prioritárias a serem retomadas;
  • retomar o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC);
  • impulsionar as pequenas e médias empresas;
  • retomar a política de valorização permanente do salário mínimo;
  • acabar com a fila do INSS;
  • dialogar com governo e sindicatos para aprovar uma “nova legislação trabalhista”

Revogação decreto de armas

Lula também disse que vai revogar os decretos de Jair Bolsonaro que facilitaram o acesso a armas e munições.

“O Ministério da Justiça e da Segurança Pública atuará para harmonizar os Poderes e entes federados no objetivo de promover a paz onde ela é mais urgente: nas comunidades pobres, no seio das famílias vulneráveis ao crime organizado, às milícias e à violência, venha ela de onde vier”, disse o novo presidente.

“Estamos revogando os criminosos decretos de ampliação do acesso a armas e munições, que tanta insegurança e tanto mal causaram às famílias brasileiras. O Brasil não quer mais armas; quer paz e segurança para seu povo.”

Entrega da faixa

Representantes do povo brasileiro entregaram neste domingo (1º) a faixa presidencial a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na cerimônia de posse em Brasília. O grupo foi formado por oito pessoas.

O ato inédito quebrou o suspense em torno de quem entregaria a faixa para Lula. Isso porque um decreto de 1972 propõe que o presidente da República receba de seu antecessor a faixa.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viajou na sexta-feira (30) para os Estados Unidos e não participou do evento.

Durante a entrega da faixa, Lula se emocionou e, de mãos dadas com os integrantes do grupo, saudou o público presente em frente ao Palácio do Planalto.

Depois, Lula e Geraldo Alckmin receberam mais de 60 líderes de Estado de vários países que cumprimentaram Lula e na noite de domingo, os ministros escolhidos serão nomeados para tomarem posse.

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