

O Dia Nacional do Orgulho Lésbico é celebrado nesta quarta-feira, 19 de agosto. A data tem como propósito combater a lesbofobia, que inclui o preconceito e a violência contra mulheres lésbicas, além de promover a luta por direitos e respeito à diversidade.
A escolha do dia homenageia a mobilização ocorrida em 1983 no Ferro’s Bar, em São Paulo, quando mulheres lésbicas se manifestaram contra a discriminação e censura enfrentadas no local. Na ocasião, a administração do bar proibiu a circulação do boletim Chana com Chana, criado pelo Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf), que existiu de 1981 a 1990.
Essa manifestação, conhecida como Levante do Ferro’s Bar, é considerada um marco na luta por liberdade de expressão e direitos das mulheres lésbicas no Brasil, especialmente durante a ditadura militar. Rosely Roth, uma das pioneiras do movimento lésbico brasileiro, foi uma das ativistas que participou da ocupação do bar.
O boletim Chana com Chana foi o primeiro periódico brasileiro dedicado exclusivamente ao público lésbico, com 13 edições publicadas até 1987. A publicação abordava temas como política, arte e os direitos civis das lésbicas, contribuindo para a visibilidade da comunidade LGBTQIAPN+.
Agosto é também conhecido como o Mês da Visibilidade Lésbica, com dois momentos importantes de celebração: além do Dia Nacional do Orgulho Lésbico, há o Dia da Visibilidade Lésbica, comemorado em 29 de agosto. Esta última data foi instituída há 30 anos durante o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), realizado no Rio de Janeiro.
No III Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, em 2003, ativistas de diversas regiões das Américas aprovaram a inclusão de símbolos lésbicos na bandeira arco-íris do movimento LGBT, como forma de aumentar a visibilidade e fortalecer a luta pelos direitos das mulheres lésbicas.
A bandeira lésbica incorpora elementos como o duplo espelho de Vênus, que simboliza a união entre mulheres, e o lábris, que representa a força e a independência. O triângulo preto, tatuado em prisioneiras lésbicas pelos nazistas, é um lembrete das violências enfrentadas e uma homenagem à resistência.
Casos de discriminação e violência contra a comunidade LGBTQIAPN+ podem ser denunciados pelo Disque Direitos Humanos, o Disque 100. O serviço do Ministério dos Direitos Humanos funciona 24 horas por dia e garante o sigilo da denúncia, que pode ser feita de qualquer telefone e também através do Telegram. Para emergências, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190.



