Teto de crédito para taxistas e motoristas de app agora é R$ 200 mil
Conselho Monetário Nacional aumenta limite de financiamento para taxistas e motoristas de aplicativo, permitindo aquisição de veículos até R$ 200 mil


Motoristas de aplicativos, taxistas e cooperativas de taxistas agora podem financiar veículos de maior valor por meio do programa Move Brasil. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou mudanças que aumentam tanto o limite de valor dos veículos quanto o prazo para pagamento, em reunião extraordinária nesta quinta-feira (27).
Com as novas diretrizes, o valor máximo de financiamento subiu de R$ 150 mil para R$ 200 mil e o prazo de reembolso foi estendido de 72 para 84 meses. A carência para o pagamento do principal continua em até seis meses e o público beneficiário permanece inalterado. A alteração não alterou os recursos disponíveis para o programa.
Essas mudanças foram anunciadas na semana passada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e visam adequar as regras financeiras do Move Brasil a uma portaria anterior que já havia elevado o preço máximo dos veículos elegíveis.
O aumento do teto de financiamento amplia a gama de veículos que podem ser financiados. Segundo dados da Fazenda, o novo limite permitirá que 486 mil unidades a mais se tornem elegíveis, elevando a cobertura estimada do programa de 63% para cerca de 88% do mercado de automóveis em 2025.
O prazo estendido de 84 meses também busca mitigar o impacto de eventuais aumentos nas parcelas mensais, permitindo que os financiamentos de maior valor sejam divididos em um período mais longo, o que pode resultar em prestações mais acessíveis.
Os financiamentos são destinados exclusivamente a veículos novos que serão utilizados para o transporte individual remunerado de passageiros. O programa Move Brasil conta com recursos de até R$ 30 bilhões, conforme estabelecido pela Medida Provisória 1.359/2026, editada em maio, e esse montante não foi alterado pela nova decisão do CMN.
O CMN, presidido por Dario Durigan, forma um colegiado que inclui o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. As novas regras entram em vigor imediatamente após a sua publicação.



