

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou nesta quarta-feira (2) o arquivamento do depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que alegou ter sofrido “graves intimidações” durante as negociações para um acordo de delação premiada. O depoimento foi colhido na semana passada por um juiz auxiliar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso Master, a pedido da defesa de Vorcaro.
Em seu parecer, a PGR sustentou que o ex-banqueiro não apresentou evidências das ameaças mencionadas. Vorcaro busca retomar as tratativas para firmar um acordo de delação premiada, que já foi rejeitado por duas vezes pela Polícia Federal (PF) e pela própria PGR.
Os investigadores alegaram que o ex-banqueiro não trouxe informações novas em relação ao material já apreendido e não admitiu ter cometido crimes.
Além disso, na terça-feira, a PGR defendeu a anulação do relatório da PF que contém mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O procurador-geral, Paulo Gonet, argumentou que Mendonça conduziu uma investigação ilegal ao aprofundar a apuração sobre o caso Master sem a autorização do plenário do STF.
O caso está previsto para ser analisado pelo plenário do STF, embora a data para essa avaliação ainda não tenha sido definida.



