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Contrato entre Banco Master e Barci prevê consultoria jurídica e pagamentos altos

Contrato entre o Banco Master e o escritório de advogados Barci de Moraes prevê pagamentos mensais elevados e consultoria em diversas instâncias judiciais

Um contrato entre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados foi revelado nesta sexta-feira (11) após a suspensão do sigilo das investigações pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O documento prevê a atuação jurídica “em todas as instâncias do Poder Judiciário” e consultoria estratégica em órgãos como o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O escritório de advocacia conta entre seus 11 sócios com Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, além de dois filhos do casal, Alexandre e Giuliana Barci de Moraes.

Nos documentos analisados pelo STF, foram encontrados dois contratos de prestação de serviços entre o escritório Barci de Moraes e empresas controladas por Vorcaro: um com o Banco Master, assinado em 16 de janeiro de 2024, e outro com a Viking Participações, datado de 12 de maio de 2025. O contrato com o Banco Master inclui serviços de compliance e consultoria em inquéritos policiais, enquanto o documento com a Viking, que não possui assinaturas, também estipula consultoria jurídica em processos judiciais.

Ambos os contratos previam o pagamento mensal de R$ 3 milhões ao longo de 36 meses, totalizando R$ 108 milhões para cada um.

Por meio de sua assessoria, o escritório Barci de Moraes afirmou que “possui somente uma contratação com o Master” e nega qualquer transferência ou substituição contratual. O escritório ainda declarou que a proposta do Banco Master não foi aceita, nada foi assinado e o contrato original foi extinto com a liquidação do banco, encerrando assim qualquer vínculo com a instituição.

A retirada do sigilo das investigações sobre o Banco Master foi solicitada na noite de quinta-feira (10) pelo ministro Edson Fachin, com o ministro André Mendonça sendo o responsável pela decisão. Algumas apurações, no entanto, permanecem sob sigilo. A medida ocorreu em meio a uma crise no STF, gerada por revelações de supostas trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

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