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Fachin agenda julgamento de investigação contra Mendonça para 23 de setembro

Julgamento da investigação contra André Mendonça está marcado para 23 de setembro após Fachin decidir manter processos separados no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu neste sábado (12) que os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça serão analisados separadamente. O ministro negou o pedido de Moraes para que os processos fossem discutidos em conjunto na sessão extraordinária agendada para terça-feira (15), que irá focar no caso relacionado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Fachin agendou também para 23 de setembro a análise do pedido de investigação contra Mendonça. O presidente do STF destacou que o procedimento envolvendo Mendonça ainda não possui todos os elementos necessários para ser levado ao plenário, pois está em fase de instrução.

Moraes argumentou que a análise separada poderia resultar em “decisões contraditórias e tumulto processual”. Ele acredita que tratar apenas do seu caso prejudicaria a avaliação conjunta pela Corte. No entanto, Fachin avaliou que os procedimentos têm objetos distintos e estão em estágios processuais diferentes.

A Petição 16.662, que contém o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens de Vorcaro destinadas a um número atribuído a Moraes, foi liberada para julgamento por Mendonça no dia 6 de setembro. Já a Petição 16.704, que abrange as acusações contra Mendonça, ainda aguarda respostas e informações solicitadas pela Presidência do STF.

Na sessão extraordinária de terça-feira, a Corte irá analisar mais de 50 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. O conteúdo foi gerado a partir das investigações ligadas ao Banco Master e tornou-se público após solicitação de Mendonça. Essa situação já gerou atritos internos entre os ministros, com Moraes questionando como os documentos foram divulgados e acusando Mendonça de divulgação seletiva.

A Petição 16.704 inclui questionamentos sobre a conduta de Mendonça nas investigações do Banco Master e do INSS. Entre as suspeitas estão a usurpação na direção das investigações, condução irregular de tratativas de delação premiada, direcionamento de apurações contra Moraes e uma possível atuação seletiva. Fachin ressaltou que algumas das informações solicitadas ainda precisam ser apresentadas, com prazos se estendendo além da sessão de terça-feira.

Além do julgamento conjunto, Moraes solicitou a Fachin que todos os sigilos sobre a Petição 15.556 fossem levantados e que os magistrados citados nos procedimentos fossem intimados a prestar informações. Fachin informou que um pedido semelhante já havia sido feito e que as providências relacionadas estavam sendo tomadas. O pedido para ouvir os magistrados será analisado posteriormente.

A disputa entre Moraes e Mendonça ocorre em meio a investigações da Polícia Federal sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, que também incluem suspeitas de ramificações políticas, como o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão de Fachin resultará em duas sessões diferentes no STF: uma sobre o caso de Moraes na terça-feira (15) e outra em 23 de setembro sobre questões relacionadas a Mendonça.

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