

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) anunciou nesta quarta-feira (16) os detalhes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece na próxima semana em Nova York.
Entre as expectativas da visita, destaca-se a possibilidade de um encontro entre Lula e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que assumiu o cargo no início de 2023. Mamdani, o primeiro muçulmano a governar a cidade, é conhecido por suas posições socialistas e por apoiar questões como a causa palestina, moradia acessível e redução do custo de vida.
Embora o Palácio Itamaraty tenha recebido um pedido de encontro bilateral do prefeito, a reunião ainda não foi oficialmente confirmada pela parte brasileira.
Lula chegará a Nova York no domingo (20) e, no dia seguinte, dedicará sua agenda a encontros bilaterais com autoridades e líderes de Estado. Na terça-feira (22), encontrá-se com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e depois fará o discurso de abertura da Assembleia Geral. O tema deste ano é “Restaurando a confiança, administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”.
O conteúdo do discurso está sendo elaborado, mas, segundo o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do MRE, Carlos Márcio Bicalho Cozendey, Lula deve reforçar o compromisso histórico do Brasil com a reforma da ONU, o multilateralismo, a promoção da paz e o combate à pobreza e fome.
“Nossa expectativa é que ele faça uma defesa forte do multilateralismo, especialmente neste momento em que os conflitos internacionais se multiplicam”, enfatizou Cozendey.
O presidente também deve abordar a importância de negociações de paz em conflitos atuais, a necessidade de um direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. A previsão é de que Lula retorne ao Brasil na terça-feira, logo após seu pronunciamento.
O MRE ainda não confirma a possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Ambos estarão presentes no plenário, com Biden se dirigindo à assembleia após Lula. No encontro do ano passado, quando trocaram breves palavras, Trump mencionou uma “química excelente” entre eles.
A comitiva brasileira será composta pelo chanceler Mauro Vieira, além dos ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros de Oliveira (Igualdade Racial). Durante a estadia em Nova York, Vieira também irá presidir uma reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que busca mobilizar governos e organizações para combater a miséria e a fome em larga escala, reunindo atualmente mais de 215 membros, incluindo mais de 100 países.



