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Dólar sobe 0,47% e atinge R$ 5,19 em meio a incertezas globais

Dólar alcança R$ 5,19, a maior cotação desde agosto, enquanto a bolsa cai quase 1% em meio a riscos globais e novos dados econômicos do Brasil

O dólar comercial alcançou R$ 5,1931 nesta quinta-feira (24), marcando uma alta de 0,47% e fechando no maior nível desde o final de agosto. Em contrapartida, a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, caiu quase 1%, encerrando o dia em 183.965,91 pontos.

O desempenho do dólar foi impulsionado por um clima de aversão ao risco nos mercados internacionais, caracterizado pelo aumento das taxas de juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pela alta do petróleo, em meio a incertezas nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã. No Brasil, o mercado também observou as novas projeções econômicas divulgadas pelo Banco Central, além da situação fiscal do país.

Durante o dia, o dólar variou, começando em R$ 5,16 e alcançando a máxima de R$ 5,202 por volta das 15h. Embora tenha subido 0,26% em setembro, a moeda ainda apresenta uma queda de 5,39% no acumulado do ano. Enquanto isso, o índice DXY, que mede o dólar em relação a uma cesta de moedas, subiu 0,14%, alcançando 101,270 pontos.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados seguros, subiram para 5,2209%, levando a uma migração de capital de países emergentes. Para mitigar esses impactos, o Banco Central do Brasil interveio no mercado de câmbio, vendendo US$ 1 bilhão em duas operações de leilão. A instituição informou que o fluxo cambial estava negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18.

O Ibovespa, por sua vez, apresentou uma queda de 0,99% após atingir uma máxima de 186.211,43 e uma mínima de 183.834,97 pontos. O mau humor no mercado internacional, afetado pela alta dos rendimentos dos títulos americanos e pela elevação do petróleo, reduziu a demanda por ativos de risco. Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento também ajustaram suas previsões, reduzindo a necessidade de contenção de despesas, mas elevando a expectativa de déficit para 2026.

O petróleo, por sua vez, encerrou o dia em forte alta, impulsionado pelas incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent subiu 3,41%, alcançando US$ 106,60, enquanto o barril do tipo WTI aumentou 2,65%, fechando a US$ 94,61. O avanço das cotações foi mitigado por rumores de possíveis negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que visam estabelecer um acordo para a reabertura da importante rota de transporte de petróleo.

A evolução dos preços do petróleo será monitorada de perto, pois combustíveis mais caros podem elevar a inflação e impactar as expectativas para as taxas de juros em todo o mundo.

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