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Rio de Janeiro é escolhido para programa global de gestão de resíduos

Rio de Janeiro se destaca como piloto no programa global de gestão de resíduos, visando reduzir emissões de metano e promover práticas sustentáveis

A capital fluminense foi selecionada como uma das sete cidades do mundo para o programa global Distritos Lixo Zero, que visa a gestão eficaz de resíduos e a redução das emissões de metano. O anúncio foi feito na quinta-feira (24) durante a Semana do Clima, em Nova York, que integra a agenda climática das Nações Unidas.

Segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, o Rio de Janeiro lidera o ranking nacional de emissões de gases do efeito estufa no setor de resíduos. Além do Rio, participam da iniciativa as cidades de George Town, Penang e Kuala Lumpur, na Malásia; Santiago e Patagônia, no Chile; e Kisumu, no Quênia.

Promovido pela Fundação Zero Desperdício, com o apoio da rede Global Methane Hub (GMH), o programa propõe o desenvolvimento de modelos de governança, mensuração e financiamento para a gestão de resíduos, especialmente os orgânicos. O objetivo é desviar, até 2030, pelo menos 70% dos resíduos dos aterros sanitários e atingir 90% até 2040, contribuindo para a redução do metano e a diminuição da poluição do ar, o que trará benefícios ambientais e para a saúde pública.

“Os Distritos Lixo Zero oferecem às cidades uma forma prática de alcançar esses benefícios, ao mesmo tempo em que criam empregos e desenvolvem soluções escaláveis,” afirmou Marcelo Mena, diretor executivo do Global Methane Hub.

Os modelos de gestão serão testados, avaliados e compartilhados para que possam ser adotados em outros bairros do mundo, alinhando-se aos acordos globais de redução de metano. O secretário nacional de Meio Ambiente, Adalberto Maluf, destacou que a participação do Rio de Janeiro no programa é um passo significativo para a implementação de ações climáticas, contextualizando a importância da iniciativa nas presidências da COP30 e COP31.

Maluf também ressaltou que o Brasil já possui diversas soluções para a redução das emissões de metano, ligadas à gestão de resíduos e à economia circular. Destacou a importância de evitar o desperdício de alimentos, que reforça a segurança alimentar.

Como exemplo de inovação, o monitoramento mensal de plumas de metano por satélite começou em 2023 no Centro de Tratamento de Resíduos da Comlurb, em Seropédica, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Esse monitoramento auxiliou na identificação de áreas para intervenções que visam reduzir as emissões e, em colaboração com a rede GMH, foi possível incorporar quase 500 poços à captação de biogás, aumentando o aproveitamento do metano para energia em 7,35% em 2025 em comparação a 2024.

“O CTR-Rio é um exemplo de estratégia que pode ser replicada em aterros sanitários pelo mundo, promovendo comunidades mais saudáveis e sustentáveis,” concluiu Henrique Bezerra, diretor regional do GMH para a América Latina.

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