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Dólar fecha a R$ 5,22 e registra maior alta desde março

Dólar avança para R$ 5,22 em meio a incertezas globais e alta nos juros dos EUA, enquanto o Ibovespa registra quarta queda consecutiva

O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,22, superando a barreira de R$ 5,20 e alcançando o maior valor em quase seis meses. Em um dia marcado por instabilidades no mercado externo, a moeda norte-americana apresentou alta de 0,83%, enquanto a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, registrou sua quarta queda consecutiva, encerrando a sessão a 182.991,13 pontos, uma diminuição de 0,26%.

A valorização do dólar está atrelada ao fortalecimento da moeda americana em relação a outras divisas emergentes, impulsionada pela alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e incertezas em torno das negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Os títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA fecharam o dia com rendimento de 5,2319%, ante 5,181% na sexta-feira passada.

O preço do petróleo também avançou, com o barril do tipo Brent para dezembro subindo 0,40%, para US$ 97,83, e o WTI, do Texas, com alta de 0,21%, que terminou a US$ 92,60. No entanto, ambos os tipos de petróleo perderam parte dos ganhos ao longo do dia devido a desenvolvimentos nas negociações entre Washington e Teerã.

No cenário interno, o Banco Central revelou que o Brasil registrou déficit de US$ 5,055 bilhões em transações correntes em agosto, enquanto o investimento direto no país foi de US$ 7,396 bilhões no mês. Apesar do cenário eleitoral acirrado, as pesquisas não alteraram significativamente as expectativas do mercado.

De acordo com o boletim Focus do Banco Central, a projeção para o dólar ao fim de 2023 se manteve em R$ 5,20, e a estimativa para a inflação subiu de 4,92% para 4,99% para 2026, e de 4,30% para 4,31% para 2027.

A pressão externa também refletiu nas bolsas de valores, com queda nas principais ações de Nova York. O índice S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, fechou em baixa de 0,77%. No Brasil, a alta do petróleo acabou beneficiando as ações de empresas do setor, mas o índice Small Caps, que não inclui a Petrobras, teve queda de 1,2%. A volatilidade prevaleceu no mercado de petróleo, influenciada por fatores como restrições à navegação no Estreito de Ormuz e tensões geopolíticas no Oriente Médio.

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