Dólar encerra dia em alta, superando R$ 5,22 com tensões globais
Dólar sobe em meio a tensões no Oriente Médio e alta do petróleo, enquanto Ibovespa se beneficia das ações da Petrobras e avança no dia


O dólar comercial fechou em alta de 0,97% nesta quinta-feira (1º), cotado a R$ 5,224. A moeda americana ganhou força no exterior devido à aversão ao risco gerada pelas tensões no Oriente Médio e pelo aumento nos preços do petróleo.
Durante o dia, o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,169 na mínima, às 9h40, e a R$ 5,240 na máxima, pouco antes das 14h. Mesmo com a alta recente, a divisa acumula queda de 4,83% no ano. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,58%, alcançando 102,040 pontos.
O cenário internacional continua impactado por incertezas econômicas relacionadas à guerra no Oriente Médio. O aumento nos preços do petróleo também suscita preocupações com a inflação, levando investidores a buscar ativos considerados mais seguros.
No mercado de ações, o Ibovespa encerrou o primeiro pregão de outubro em alta de 0,46%, com o índice alcançando 187.197,46 pontos. A valorização foi impulsionada especialmente pelas ações da Petrobras, favorecidas pela forte alta do petróleo, mesmo diante da cautela dos investidores por conta do cenário global e da proximidade das eleições.
O volume financeiro da bolsa hoje foi de R$ 26 bilhões. Em setembro, o Ibovespa havia registrado um crescimento de 5%, acumulando uma valorização total de 16,2% em 2023. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 fechou com leve alta de 0,19%, refletindo também o comportamento dos títulos do Tesouro e as expectativas sobre a inflação e os juros.
Os preços do petróleo apresentaram forte alta nesta quinta-feira, com o barril do tipo Brent subindo 4,37%, encerrando o dia a US$ 102,31. Já o petróleo WTI avançou 2,71%, fechando a US$ 92,87 por barril. O aumento dos preços foi influenciado pelas tensões no Oriente Médio e as preocupações com a oferta de combustíveis.
A alta se acentuou durante a tarde, em resposta ao deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para a região e novas incertezas relacionadas ao Irã. O mercado também monitorou a possibilidade de liberação de estoques de diesel pela União Europeia devido às preocupações com a oferta global, enquanto a China suspendeu as exportações de derivados de petróleo para além de Hong Kong e Macau até nova orientação.


