

O mercado financeiro brasileiro passou por uma correção nesta terça-feira (6), após a euforia que marcou o dia anterior. O dólar fechou cotado a R$ 4,97, o menor valor em quase cinco meses, enquanto o Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores, registrou uma ligeira queda de 0,52%, mantendo-se, no entanto, acima da marca de 200 mil pontos.
No cenário internacional, a moeda americana também apresentou desvalorização, ao passo que as bolsas de Nova York encerraram em alta e os preços do petróleo se mantiveram estáveis.
Números do dia
- Dólar à vista: R$ 4,975 (-0,55%);
- Dólar no acumulado do ano: queda de 9,37%;
- Ibovespa: 205.835,29 pontos (-0,52%);
- Ibovespa em outubro: alta de 10,46%;
- Ibovespa no ano: alta de 27,75%;
- Petróleo Brent: US$ 100,58 (+0,26%);
- Petróleo WTI: US$ 89,44 (+0,01%).
Movimento do dólar
O fechamento do dólar comercial com queda de 0,55%, estabelecendo-se em R$ 4,975, marca a menor cotação desde 12 de maio, quando a moeda encerrou o dia em R$ 4,895. Durante a manhã, a cotação chegou a registrar uma mínima de R$ 4,945, com uma baixa de 1,14%.
Com essa queda, o dólar acumula um recuo de 9,37% no ano. Nos últimos dois dias, a desvalorização soma 4,62%, com uma forte queda de 4,12% registrada na segunda-feira.
A reação do real está diretamente atrelada aos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais, com investidores acreditando que uma mudança no governo pode reduzir o prêmio de risco dos ativos brasileiros e facilitar uma agenda de ajustes fiscais.
Além disso, o dólar perdeu força frente a diversas moedas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano. No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar em relação a uma cesta de seis moedas, caiu 0,31%, alcançando 101,848 pontos ao fim da tarde.
Ibovespa ajusta suas perdas
Após um impressionante salto de 7,85% na segunda-feira, quando atingiu recordes históricos, o Ibovespa encerrou a terça-feira com uma queda de 0,52%, fechando aos 205.835,29 pontos. Durante o dia, o índice flutuou entre 204.725,23 pontos na mínima e 209.522,60 pontos na máxima, com um volume financeiro total de R$ 58,06 bilhões.
Apesar da queda, o indicador permaneceu acima de 200 mil pontos. Desde o início de outubro, o Ibovespa já acumula uma alta de 10,46%, e no ano, a valorização chega a 27,75%. O movimento de queda foi interpretado como uma realização de lucros após a significativa valorização impulsionada pelos resultados eleitorais.
Estabilidade nos preços do petróleo
Os preços do petróleo fecharam a terça-feira praticamente sem variações, enquanto investidores equilibram preocupações geopolíticas no Oriente Médio com sinais de aumento na oferta da commodity.
O tipo Brent, referência internacional, registrou uma leve alta de 0,26%, encerrando a sessão a US$ 100,58. Já o barril WTI, do Texas, subiu modestamente 0,01%, para US$ 89,44.
A comercialização da commodity no mercado global foi influenciada por tensões geopolíticas, incluindo conflitos entre os houthis no Iémen e a Arábia Saudita, além de questões relativas ao tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz. No entanto, uma resposta resiliente em oferta limitou a alta dos preços, com o ministro de energia saudita relatando que o Oleoduto Leste-Oeste transportou 5,8 milhões de barris mesmo em meio a hostilidades. O Departamento de Energia dos Estados Unidos também revisou suas projeções para o preço do Brent, estimando US$ 96 por barril em 2026 e US$ 84 para 2027.
*com informações da Reuters.



