

A delegação brasileira tem se destacado de forma impressionante no Open das Américas de halterofilismo, que está sendo realizado na Cidade do México. O torneio, que concederá pontos valiosos para o ranking de classificação para as Paralimpíadas de Los Angeles em 2028, já viu os atletas do Brasil subirem ao pódio 14 vezes em apenas três dias de competição. Com sete medalhas de ouro, o país lidera o quadro geral, demonstrando sua força na modalidade.
O dia mais emblemático para os brasileiros foi a terça-feira (6), quando a equipe conquistou quatro medalhas de ouro e se destacou com dobradinhas, onde dois atletas do mesmo país ocuparam as duas primeiras posições no pódio.
Dentre os destaques, está a paulista Mariana D’Andrea, atual bicampeã paralímpica, que comprovou seu favoritismo vencendo na categoria até 73 kg. Além de levar o ouro, Mariana estabeleceu um novo recorde das Américas ao erguer 146 kg, superando sua própria marca de 2024. Sua conterrânea, Caroline Fernandes, fez uma excelente apresentação e ficou com a medalha de prata, levantando 119 kg.
Em entrevista à TV Brasil antes de embarcar para o México, Mariana falou sobre a pressão de se manter no topo: “Meu treinador, Valdecir Lopes, sempre diz que chegar ao topo é difícil, mas o mais complicado é se manter lá. É preciso disciplina, e a experiência de ser campeã paralímpica motiva a querer mais”.
No peso até 80 kg, o paraibano Ailton de Souza brilhou com um total de 201 kg, assegurando a medalha de ouro com uma ampla vantagem sobre o equatoriano Sebastian Ayala (166 kg) e o mexicano Jairo Santiago (161 kg).
Maria de Fátima Castro, medalhista de bronze na Paralimpíada de Paris em 2024, adaptou-se à nova categoria até 79 kg e conquistou o ouro ao levantar 135 kg. Ela superou a brasiliense Gabrielle Lima, que ficou em segundo com 131 kg, resultando em mais uma dobradinha brasileira.
A paulista Laira Guimarães e a paraense Naira Cruz também garantiram uma performance impressionante na antiga categoria de Maria de Fátima, com Laira conquistando a medalha de ouro ao levantar 109 kg, enquanto Naira registrou 106 kg.
Início promissor
No primeiro dia de competições, que começou no domingo (4), o Brasil já havia mostrado sua força com quatro medalhas. Marco Túlio Cruz (até 49 kg) e Lara Lima (até 45 kg) garantiram ouros, enquanto João Maria França (prata no até 59 kg) e Brenda Pepe (bronze no até 41 kg) também se destacaram.
O Open das Américas é um evento crucial para os atletas que almejam uma vaga nas Paralimpíadas de Los Angeles. Outros dois importantes torneios estão programados para o próximo ano: os Jogos Parapan-Americanos em Lima, no Peru, e o Campeonato Mundial, também na Cidade do México, ambos essenciais para o cumprimento das exigências da World Para Powerlifting (WPPO).
Com um olho nas paralimpíadas de 2028, os atletas precisarão participar de pelo menos duas etapas da Copa do Mundo de halterofilismo. Somente os oito melhores de cada categoria de peso que atenderem aos requisitos estabelecidos pela WPPO terão a chance de brilhar em Los Angeles.



