Tratamento de saúde se expande em Ribeirão Preto com novas unidades até dezembro
Ribeirão Preto amplia o atendimento de laserterapia em saúde com novas unidades focadas em lesões mamárias até dezembro




A partir do dia 26 de outubro, Ribeirão Preto dará um passo significativo na promoção da saúde materna ao implantar a laserterapia de baixa potência em suas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Com essa tecnologia inovadora, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, visa tratar lesões mamárias e reduzir a dor, fatores que frequentemente levam ao abandono precoce da amamentação.
Iniciando como um projeto piloto na UBS do Parque Ribeirão Preto, a iniciativa se expandirá para mais oito unidades: UBS Ribeirão Verde, UBS Campos Elíseos, UBS Jardim Juliana, UBS Castelo Branco, UBS Vila Albertina, UBS Bonfim Paulista, USF Paulo Gomes Romeo e UBS Maria Casagrande. A previsão é que, ainda este ano, a laserterapia chegue a 21 unidades de saúde no total.
O tratamento com laser é não invasivo e indolor, acelerando a cicatrização do tecido lesionado sem afetar a composição do leite materno. A luz do laser atua diretamente na raiz do pelo e na pele, sendo absorvida pelas células e potencializando os processos naturais de reparação. Diferente de pomadas e recursos tópicos como a lanolina, o laser foca na lesão em si, proporcionando alívio no tratamento.


Embora a laserterapia seja um grande avanço, a enfermeira Lilian Pimenta Nogueira, presidente do Comitê Municipal de Aleitamento Materno, ressalta que o tratamento não substitui o manejo clínico essencial na amamentação. “É fundamental que o profissional investigue a causa da lesão, avalie a pega e o posicionamento do bebê. A terapia não deve ser utilizada sem tratar as causas subjacentes”, explica.
Mulheres interessadas no tratamento devem procurar a unidade de saúde mais próxima para uma avaliação. Caso a unidade não disponha do equipamento, elas serão encaminhadas para outra instalação que ofereça a terapia.


Para garantir a eficácia do novo serviço, a Secretaria Municipal da Saúde capacitou 35 profissionais que atuarão nas unidades equipadas. Esta capacitação foi parte de uma parceria com a Área Técnica de Aleitamento Materno da Subsecretaria de Atenção à Saúde e o Núcleo de Aleitamento Materno da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP).
“Reconhecemos o impacto que a dor pode ter nos primeiros dias de amamentação. Investir em um recurso indolor e seguro é uma maneira de cuidar das mães e incentivá-las a manter a amamentação”, afirma Mauricio Godinho, secretário municipal da Saúde.





