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Moraes ordena bloqueio de R$ 6 bilhões de bens do advogado Willer Tomaz

Ministro do STF determina bloqueio de até R$ 6 bilhões de bens do advogado Willer Tomaz em investigação por lavagem de dinheiro relacionada a apostas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (23) bloquear até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz. Além disso, foram determinadas a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, a suspensão de passaportes e a interrupção das atividades econômicas e empresariais de todas as empresas ligadas ao advogado.

A investigação de Willer Tomaz, conduzida pela Polícia Federal (PF), gira em torno de suspeitas de lavagem de dinheiro associadas a atividades envolvendo apostas. O montante bloqueado abrange bens móveis, imóveis, aviões e barcos.

As medidas foram tomadas após a PF descobrir que o advogado havia viajado para Miami, nos Estados Unidos, logo após ser alvo de uma operação de busca e apreensão, em agosto, na operação Sem Desconto. Esta operação investiga a concessão irregular de descontos em aposentadorias e benefícios do INSS.

As autoridades competentes, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), serão notificadas para adotar os bloqueios apropriados. Com a quebra de sigilo autorizada, as instituições financeiras deverão fornecer todos os dados bancários de Willer Tomaz, incluindo informações sobre a Alcazar Holdings, empresa localizada na Ilha da Madeira, em Portugal.

Nos últimos meses, Willer Tomaz ganhou notoriedade devido à sua amizade com Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência. Em entrevistas, Flávio afirmou que sua relação com Tomaz é exclusivamente pessoal, negando qualquer vínculo comercial.

A Agência Brasil tentará contato com a defesa de Willer Tomaz e mantém espaço aberto para manifestações sobre o caso.

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