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Dólar se aproxima de R$ 5,49 em meio à volatilidade dos mercados globais

Dólar sobe e se aproxima de R$ 5,49 em meio à aversão ao risco nos mercados globais, enquanto a bolsa brasileira registra queda significativa

O dólar teve uma alta significativa e a bolsa brasileira encerrou em queda nesta quinta-feira (5), reflexo do aumento da aversão ao risco nos mercados globais. A pressão veio das movimentações em Wall Street, onde ações ligadas à inteligência artificial enfrentaram perdas acentuadas.

No Brasil, a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano e as discussões sobre a política econômica do governo Lula foram monitoradas de perto pelos investidores. O dólar se valorizou, fechando perto de R$ 5,49, enquanto o principal índice da bolsa, o Ibovespa, caiu para cerca de 166,2 mil pontos.

Números do dia:

  • Dólar à vista: R$ 5,4876 (+0,67%);
  • Ibovespa: 166.191,45 pontos (-0,82%);
  • Volume financeiro da bolsa: R$ 31,16 bilhões;
  • Índice DXY (dólar frente a moedas fortes): 101,560 (+0,09%).

Câmbio em Sujeição ao Cenário Internacional

O dólar comercial encerrou o dia com uma valorização de 0,67%, cotado a R$ 5,488, refletindo a deterioração do cenário externo, especialmente no mercado acionário dos Estados Unidos. As ações de empresas ligadas à tecnologia, em particular as de inteligência artificial, sofreram grandes quedas, alimentadas por preocupações sobre investimentos e possíveis mudanças regulamentares após as recentes eleições de meio de mandato.

Esse ambiente de incerteza levou investidores a reduzir suas posições em ativos de risco, incluindo moedas de países emergentes, e a buscar segurança no dólar. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas, registrou um leve crescimento de 0,09%, atingindo 101,560 pontos.

As discussões sobre a agenda econômica no Brasil também influenciaram o câmbio. O presidente Lula se reuniu com sua equipe econômica para debater estratégias, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou a intenção do governo de aprofundar a análise de medidas econômicas, sem que foram anunciadas ações específicas.

Além disso, a produção industrial no Brasil deve ser considerada, já que registrou uma retração de 0,8% em setembro em comparação a agosto, com uma queda anual de 2,5%.

Ibovespa Fechou em Declínio

O Ibovespa teve um recuo de 0,82%, encerrando em 166.191,45 pontos, após iniciar o pregão em alta e se aproximar de 169 mil pontos. Essa dinâmica foi influenciada pelo desempenho negativo das bolsas nos Estados Unidos, com foco em empresas de tecnologia, semicondutores e datacenters.

Os resultados corporativos divulgados ao longo do dia e a decisão do Banco Central de manter a Selic em 13,75% ao ano também foram considerados pelos investidores. O índice atingiu uma máxima de 168.994,33 pontos e uma mínima de 166.249,09 pontos, com um volume financeiro de R$ 31,16 bilhões.

Desempenho de Wall Street

Os principais índices da bolsa americana fecharam com perdas significativas:

  • Nasdaq (empresas tecnológicas): 24.315,00 pontos (-5,52%); 
  • S&P 500 (500 maiores empresas): 7.353,73 pontos (-4,36%); 
  • Dow Jones: 51.523,06 pontos (-3,44%).

As quedas foram concentradas especialmente nas ações de tecnologia e inteligência artificial. Esse movimento ocorreu após um dia anterior em que os mercados haviam respondido positivamente aos resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Decisões sobre Política Econômica

No cenário doméstico, a decisão de manter a Selic em 13,75% ao ano, juntamente com as discussões sobre a política fiscal, teve um papel na influência das negociações. O Comitê de Política Monetária (Copom) interrompeu uma sequência de cinco cortes na taxa básica de juros.

Após a reunião com Lula, Dario Durigan destacou que houve um consenso sobre o diagnóstico econômico entre os participantes. O ministro reiterou o compromisso do governo com a sustentabilidade das contas públicas e a melhoria gradual dos resultados primários, mas não detalhou medidas fiscais específicas.

* com informações da Reuters

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