
Depois de denúncia do Ministério Público, dois policiais militares, que integram o 49º BPMI, em Jundiaí, foram condenados à 33 anos, 7 meses e 29 dias de reclusão. A sentença saiu nesta terça-feira (2), na 1ª Auditoria Militar. Ambos são acusados de associação ao tráfico de drogas.
O caso aconteceu em abril de 2019, envolvendo o soldado José Vinícius Peres Maffa e o cabo Alex dos Santos Silva. Eram eles que realizavam acertos com os traficantes do Morro São Camilo, em Jundiaí. Os PMs se associaram com Gelson Gomes, que era um dos fortes integrantes do PCC e com ele a propina era paga. Mas ele foi preso acusado de assassinato de um polícia durante os ataques de 2006.
No lugar de “Gelsinho”, como era chamado entrou Cleiton da Cruz, que seguiu pagando os policiais para que não fizessem a repressão do comércio de drogas. Os oficiais ainda roubavam tijolos de drogas para realizar a revenda a outros traficantes. Esta ação contou ainda com o envolvimento de mais 3 PMs.
Os entorpecentes foram levados até uma casa em Várzea Paulista, onde tentaram justificar que fizeram uma abordagem. Só que esta ação foi contra uma pessoa que estava num bar e a abordagem foi considerada um abuso de autoridade, com o desrespeito ao acesso ao domicílio.
Duas mulheres, sendo que uma delas era amante do soldado Maffa, faziam as intermediações entre os policiais com os criminosos. O valor recebido seria de R$ 130 mil, mas os policiais foram presos. Já sobre as envolvidas, uma delas segue foragida, enquanto que a outra confessou a participação no esquema e foi presa.
Pena
Os dois receberam a condenação por unanimidade na 1º Auditoria Militar. O julgamento teve a condução do juiz titular Ronaldo João Roth e a participação de outros 4 juízes militares. O processo teve 41 volume de autos e foi resolvido em 10 meses e 13 dias de tramitação na Justiça Militar.
A pena é de 33 anos, 7 meses e 29 dias de reclusão. Não conseguimos contato com os advogados dos condenados.
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