Polícia

Quem são os técnicos acusados de provocar mortes em UTI de hospital no DF

Investigação aponta uso de medicamentos e até desinfetante para causar paradas cardíacas em pacientes

O caso das mortes suspeitas na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), que já repercute há semanas nas redes sociais e na imprensa nacional, avançou com a identificação dos envolvidos e a reconstituição da dinâmica dos crimes. Três técnicos de enfermagem, com idades entre 22 e 28 anos, são investigados por homicídio doloso qualificado.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo é apontado como o principal responsável pelas ações. Ele teria utilizado o acesso indevido ao sistema do hospital para prescrever medicamentos sem autorização médica e aplicar doses letais em pacientes internados. Em pelo menos um dos casos, o técnico teria injetado desinfetante hospitalar diretamente na veia da vítima.

As investigações indicam que as aplicações provocavam paradas cardíacas quase imediatas. Quando os pacientes não morriam nas primeiras tentativas, novas doses eram administradas. Para simular tentativas de socorro, o suspeito realizava massagens cardíacas após as aplicações.

As técnicas Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva também são investigadas. De acordo com a polícia, ambas presenciaram parte dos procedimentos irregulares e, em dois casos, teriam auxiliado ou se omitido diante das ações. Imagens das câmeras de segurança da UTI foram decisivas para o avanço das apurações.

As mortes ocorreram entre novembro e dezembro do ano passado e vitimaram ao menos três pacientes, entre eles idosos e pessoas sem histórico de problemas cardíacos graves. A Polícia Civil apura se há outras ocorrências semelhantes.

Em nota, o Hospital Anchieta informou que identificou inconsistências nos óbitos, abriu sindicância interna, demitiu os envolvidos e acionou as autoridades. O caso segue sob investigação.

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