Suspeita de tentar matar namorado com açaí envenenado tem prisão preventiva decretada
Ministério Público acusa Larissa de Souza Batista de planejar o envenenamento do namorado com chumbinho; vítima sobreviveu após ser hospitalizada.


A Justiça decretou a prisão preventiva de Larissa de Souza Batista, acusada de tentar matar o namorado, Adenilon Ferreira Parente, por meio de envenenamento com açaí em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A decisão foi tomada após o Ministério Público concluir que o crime foi premeditado e que a acusada agiu com a intenção de matar a vítima.
De acordo com a denúncia, Larissa teria arquitetado um plano para envenenar o companheiro utilizando “chumbinho”, substância altamente tóxica. O crime ocorreu em fevereiro deste ano, quando Adenilon consumiu o açaí contaminado, passou mal e precisou ser hospitalizado, mas conseguiu sobreviver.
Laudos periciais confirmaram a presença de terbufós, princípio ativo conhecido popularmente como chumbinho, no copo ingerido pela vítima. A Promotoria sustenta que a acusada agiu com premeditação e utilizou meio cruel, além de recurso que dificultou a defesa da vítima, enquadrando o caso como tentativa de homicídio qualificado.
A denúncia foi aceita pelo Poder Judiciário, que também considerou o risco de fuga, já que Larissa possui vínculos familiares em outro estado, e indícios de tentativa de ocultação de provas. Segundo as investigações, ela teria restaurado as configurações do celular dias após o envenenamento, o que pode ter comprometido evidências relevantes para o caso.
Em manifestação pública, o promotor responsável pelo caso afirmou que as investigações afastaram qualquer envolvimento de funcionários do estabelecimento onde o açaí foi adquirido, atribuindo à acusada total responsabilidade pelo crime.
Apesar das evidências apresentadas, Larissa negou participação no envenenamento durante as investigações. Até a última atualização, ela não havia sido localizada pelas autoridades e é considerada foragida.
O caso segue em andamento e, se condenada, a acusada pode cumprir pena que chega a 30 anos de prisão.
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