Ataque a unidade da Funai em terra indígena no Paraná gera preocupação sobre segurança da população local
Ataque com explosivos a unidade da Funai no Paraná gera temor entre indígenas e reforça necessidade de proteção aos direitos dos povos locais

Na noite de quinta-feira (8), a Unidade Técnica Local (UTL) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em São Jerônimo da Serra, no Paraná, sofreu um ataque impactante. O local foi alvo de agressões com o uso de artefatos explosivos, conforme relataram a Funai e o Ministério dos Povos Indígenas, que condenaram a violência.
A UTL está situada na Terra Indígena São Jerônimo, onde residem cerca de 670 pessoas pertencentes aos povos Guarani Ñandeva, Kaingang e Xetá.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a entrada do prédio depredada, com janelas quebradas e vidro espalhado pelo chão. Felizmente, o ataque não resultou em feridos. Um boletim de ocorrência já foi registrado, e as autoridades competentes, incluindo a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foram acionadas para investigar o caso e responsabilizar os autores dessa ação criminosa.
“O Estado brasileiro não se intimidará diante de tentativas de coação, não aceitará qualquer tipo de violência e continuará firme no cumprimento de seu dever constitucional de garantir e proteger os direitos fundamentais dos povos indígenas”, afirmaram em nota conjunta o ministério e a Funai.
Lucia Alberta Baré, presidenta da Funai, expressou sua indignação em um vídeo publicado em suas redes sociais. “É inadmissível a depredação de um prédio público por extremistas que são contra os direitos dos povos indígenas, contra demarcações de terras indígenas”, desabafou, enfatizando que, apesar da ausência de feridos, o ataque gerou grande apreensão entre os presentes. “Não queremos violência, não queremos ameaça aos nossos servidores”, concluiu.



