
A Justiça do Trabalho ordenou que o Supermercado Zona Sul cesse o envio de comunicados de natureza eleitoral para seus funcionários. Essa decisão foi motivada por uma solicitação do Sindicato dos Comerciários, que identificou que empregados da rede haviam recebido uma carta com críticas ao cenário político e apelos por mudanças, pouco antes do segundo turno das eleições presidenciais.
De acordo com a decisão da juíza Cláudia de Abreu Lima Pisco, o supermercado deve enviar, até as 23h59 deste sábado (24), uma nova mensagem aos colaboradores. Essa comunicação deve ser veiculada pelos mesmos canais utilizados anteriormente, deixando claro que o voto é livre e secreto, e que nenhum funcionário é obrigado a revelar sua preferência política.
Além da mensagem, a juíza requisitou que a empresa publique a comunicação em locais de grande circulação nas suas lojas, assegurando que todos os colaboradores tenham acesso à informação.
Em caso de descumprimento, o Supermercado Zona Sul enfrentará uma multa diária de R$ 500 mil.
O sindicato alegou que a manifestação institucional por parte do supermercado configura assédio eleitoral, ao sugerir uma orientação política de maneira velada. Essa prática preocupa, pois a relação de dependência econômica entre empregadores e empregados pode gerar temores de retaliações, comprometendo a liberdade de voto.
A assessoria de imprensa do Supermercado Zona Sul não se manifestou sobre a situação até o momento.



