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Adolescente morre na fila por vaga em UTI de Praia Grande

Ela teria contraído dengue e meningite

A situação da saúde anda tão caótica, que quase não há leitos para internações. Uma adolescente morreu em Praia Grande, enquanto esperava uma vaga para ser internada na UTI, depois de dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Quietude.

A jovem de 14 anos teria contraído dengue e meningite e sentiu os sintomas. Segundo a mãe de Emily Alves Pereira da Silva, dona Rose Alves da Silva, há cinco dias que a filha estava com dores de cabeça, febre alta e vômitos, além de falta de apetite. A família, que reside em Mongaguá a levou para uma unidade de saúde. Lá ela tomou injeção, medicações e exame de sangue.

Só que a adolescente não melhorou e os familiares temiam que ela contraiu coronavírus. Aí ela foi levada para Praia Grande, onde foi atendida na UPA do Quietude. E depois dos exames de sangue, de urina e um raio x da cabeça, o diagnóstico foi de dengue e de sinusite. “O médico me falou que tinha uma mancha bem enorme do lado esquerdo da cabeça da Emily, que parecia ser uma sinusite muito grave. Fiquei tranquila, depois que recebi os dois diagnósticos”.

Horas depois, Emily teve uma piora, e veio o diagnóstico de meningite bacteriana e a intubação. “Todo mundo ficou em pânico, porque meningite bacteriana, dizem que só tem 1% de chance de sobreviver”, diz a mãe. Com a gravidade do quadro da filha, a jovem entrou na lista de transferência para UTI pelo sistema Cross.

“A busca pela UTI, infelizmente, não durou nem dez horas, na verdade. Não deu tempo, minha filha não aguentou esperar. Quando ela ficou intubada foi quando ela piorou. De manhã ela já não estava mais entre nós”, lamenta Rose.

Respostas

Em nota, a secretaria estadual de Saúde informou que, por conta dos casos de covid-19, o sistema Cross tem ficado sobrecarregado, e além disso, cada caso é avaliado por médicos reguladores para que o paciente seja deslocado de forma segura. Leia a nota completa:

Devido ao recrudescimento da pandemia de COVID-19 e o aumento exponencial de internações, a sobrecarga na rede de saúde já é uma realidade em diversos locais e os serviços do SUS esforçam-se para garantir assistência adequada e oportuna a todos. Isso é feito para demandas das 645 cidades do Estado, independentemente da doença do paciente. O mesmo ocorre por parte da Central de Regulação estadual, que funciona 24 horas por dia como mediadora entre os serviços de origem e de referência. Seu papel não é criar leitos, mas auxiliar na identificação de uma vaga no hospital mais próximo e apto a cuidar do caso. Nenhuma negativa parte deste serviço, que é apenas intermediário. Cada solicitação é avaliada por médicos reguladores, sendo crucial a atualização do quadro clínico, estabilização e deslocamento seguro do paciente.

Prefeitura de Praia Grande

A Prefeitura de Praia Grande informou que a jovem deu entrada na UPA e recebeu toda a assistência da equipe de plantão.A Prefeitura de Praia Grande informa, através da Secretaria de Saúde Pública, que a paciente deu entrada na Unidade de  Pronto Atendimento (UPA) Quietude, na manhã de sexta-feira, às 09h17, e recebeu toda a assistência da equipe de saúde de plantão. A paciente foi inserida na Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) do Estado com solicitação de vaga para UTI, que não foi atendida a tempo. O óbito foi confirmado na manhã de sábado (3), às 08h39.

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