Tribunais preparam urnas e sessões para a eleição deste domingo

Preparativos finais dos tribunais garantem a segurança e a integridade das mais de 560 mil urnas eletrônicas para as eleições deste domingo

Os tribunais regionais eleitorais (TREs) de todo o Brasil realizam neste sábado, 3 de outubro, os últimos preparativos para o primeiro turno das eleições. Mais de 560 mil urnas eletrônicas estão sendo distribuídas aos locais de votação, onde serão posicionadas e mantidas sob segurança policial até o início da votação. Deste total, aproximadamente 499 mil urnas serão utilizadas na votação, enquanto quase 65 mil ficam disponíveis como reserva.

Para a logística desse enorme movimento, os tribunais contam com parcerias de várias instituições públicas. No Rio de Janeiro, por exemplo, parte das urnas foi transportada em ônibus escolares, com a ajuda de profissionais da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).

No interior dos locais de votação, servidores da Justiça eleitoral e voluntários estão organizando os espaços para os eleitores e afixando materiais informativos. Nesse processo, também foram realizadas cerimônias de emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização em cada estado, comprovando que não há votos registrados antes do início da votação.

Os voluntários devem, ainda, emitir a zerézima de cada urna para garantir que não há registros de votos nos equipamentos. O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, destacou que esses procedimentos servem como “prova pública e verificável” para assegurar que cada voto será recebido e contado corretamente.

A preparação para a eleição também inclui um sorteio das urnas que passarão por auditorias neste domingo. Alguns equipamentos serão testados em relação à autenticidade, onde juízes irão verificar se os programas instalados são os mesmos que foram desenvolvidos e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Outras urnas sortidas serão auditadas quanto à sua integridade e levadas a espaços acessíveis, como o Tribunal de Justiça e a Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, onde fiscais poderão comparar os resultados da votação em papel com aqueles registrados eletronicamente.

De acordo com o desembargador, o objetivo é demonstrar que a urna eletrônica registra exatamente o que foi digitado. “O tribunal tem plena confiança no sistema eletrônico de votação”, concluiu, reforçando o alto nível de auditabilidade de todo o processo eleitoral.

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