Justiça encerra recuperação judicial da Americanas e define novos rumos para a empresa
Justiça do Rio de Janeiro encerra recuperação judicial da Americanas e sinaliza nova fase para a empresa, apesar de possibilidade de disputas com credores


A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, nesta segunda-feira (19), pelo encerramento da recuperação judicial do Grupo Americanas. A 4ª Vara Empresarial da capital fluminense analisou que a companhia cumpriu as obrigações estabelecidas no plano de recuperação, embora ainda caiba recurso à decisão.
O pedido de recuperação judicial teve início em janeiro de 2023, após a descoberta de irregularidades contábeis que totalizavam cerca de R$ 20 bilhões. Naquele momento, a Americanas reportou dívidas estimadas em R$ 43 bilhões, o que exigiu uma reestruturação de suas obrigações com os credores. O plano para reestruturar esses débitos foi aprovado em dezembro de 2023 e homologado pelo judiciário em fevereiro de 2024.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a administração judicial também se manifestaram a favor do encerramento do processo. Com a decisão, as empresas do Grupo Americanas deverão ter a expressão “em recuperação judicial” removida de seus registros oficiais.
Apesar do fim do processo de recuperação, questões relacionadas a credores ainda podem ser debatidas na esfera judicial. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira destacou que o encerramento do processo não exime a empresa de suas obrigações. “Qualquer credor que se repute prejudicado por descumprimento de obrigação do plano poderá requerer a execução específica ou a falência”, afirmou o magistrado.
Perspectivas para a Americanas
Em um comunicado ao mercado, a Americanas definiu o encerramento da recuperação judicial como um marco significativo na trajetória da empresa e uma nova fase para seus negócios. O diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Sebastien Durchor, expressou gratidão aos associados, fornecedores, clientes e demais parceiros pela confiança depositada na companhia.



