Aquicultura em águas da União alcança novo recorde de produção com 179,6 mil toneladas
Produção de 179,6 mil toneladas de organismos aquáticos em 2025 destaca crescimento da aquicultura em águas da União e geração de empregos no setor


Em 2025, a aquicultura em águas da União alcançou um marco histórico, registrando a produção de 179,6 mil toneladas de organismos aquáticos, um aumento impressionante de 20,9% em relação ao ano anterior.

Esse crescimento significativo na atividade gerou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 1,47 bilhão e proporcionou 4.239 novos postos de trabalho ao longo do país, conforme os dados divulgados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.
A piscicultura continental foi a grande responsável por esse avanço, com 169,8 mil toneladas, representando 94,5% da produção total. Em contrapartida, a malacocultura, focada no cultivo de moluscos, produziu 8,8 mil toneladas, enquanto a algicultura contabilizou cerca de 997 toneladas.
O destaque da produção foi a tilápia do Nilo, que sozinha contribuiu com aproximadamente 168 mil toneladas, consolidando-se como a protagonista da aquicultura em águas da União.
Essa modalidade de aquicultura envolve a criação de peixes, moluscos, algas e outros organismos aquáticos em áreas sob domínio federal, como reservatórios de hidrelétricas, grandes rios e regiões marinhas que receberam autorização do governo federal para cultivo.
Distribuição Regional
A Região Sudeste destacou-se como a líder na produção nacional, com 94,8 mil toneladas, superando a marca da metade da produção total do país.
Na sequência, o Nordeste alcançou 34,6 mil toneladas, seguido pelo Sul com 27,3 mil toneladas e o Centro-Oeste com 22,3 mil toneladas. A Região Norte, por sua vez, registrou uma produção de 712 toneladas.
Entre os estados, São Paulo foi o maior produtor, com 64,5 mil toneladas, seguido por Minas Gerais com 30 mil toneladas e o Paraná com 18 mil toneladas. Pernambuco com 15,3 mil toneladas, Goiás, com 11,9 mil toneladas, Mato Grosso do Sul, com 10,2 mil toneladas e Santa Catarina, com 9,3 mil toneladas, também se destacaram no cenário nacional.
Os dados apontam uma expansão contínua da atividade, com o número de contratos vigentes para a utilização de águas da União aumentando de 1.422 em 2024 para 1.551 em 2025.
Perfil dos Produtores
Dentro do cenário da aquicultura em águas da União, cerca de 79% dos produtores são homens, enquanto 21% são mulheres. Em termos de escolaridade, predominam os cessionários com ensino médio completo, representando 24,1% do total, seguidos por aqueles com ensino superior completo, que compõem 15,2%.
O boletim do ministério também revela que 26,64% dos produtores não informaram seu nível de escolaridade.
Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, esses resultados ressaltam o potencial da aquicultura em águas da União como uma fonte vital para ampliar a oferta de pescado, gerar empregos e renda, além de contribuir para o desenvolvimento regional.



